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    porto velho, quarta-feira 21 de janeiro de 2026

Quem Léo Moraes apoiará para o Governo de Rondônia?; Rocha não bateu o martelo...


Por Sérgio Pires

21/01/2026 10:46:34 - Atualizado

FUNDO PARTIDÁRIO: TUDO É PREPARADO PARA OS QUE BUSCAM A REELEIÇÃO. OS OUTROS QUE SE VIREM!

Alguns dos nomes de ponta na corrida pela Câmara Federal, principalmente, terão dificuldades para montar nominatas viáveis para a disputa deste ano. Os motivos são óbvios: grana e possibilidades de votos principalmente para os novatos. O primeiro obstáculo é o Fundo Partidário. Vamos pegar como exemplo alguém que já é deputado federal e que concorrerá à reeleição. Este personagem terá enorme vantagem financeira. Terá um valor disponível muito maior, só porque já tem mandato. Depois, se for mulher, terá mais ainda. Se for negra, com mandato e mulher, aí terá uma pequena fortuna à sua disposição.

Vamos a exemplos práticos da última eleição. Um advogado especialista no assunto e que se preocupa com a prestação de contas, lembrou que a atual deputada e agora candidata ao Senado, Sílvia Cristina, recebeu mais de 1 milhão e meio de reais. Apenas para comparar, a radialista e apresentadora Sandra Santos, que também concorreu ao mesmo cargo, ganhou cerca de 20 por cento disso: cerca de 300 mil reais. Chances iguais?

Outra questão: se for apenas para conseguir algum dinheirinho, vale a pena ser escada para os principais nomes dos partidos que, estes sim, terão grana pesada à disposição. Porque a imensa maioria dos que vão compor as nominatas, simplesmente terão chance zero de ser elegerem.

No PL, por exemplo, a atual deputada Cristiane Lopes, que busca mais um mandato, deve receber no mínimo três vezes mais (e a conta é feita por baixo) do que, apenas para citar outro nome, a atual vereadora Sofia Andrade, que concorrerá no mesmo partido e que quer uma vaga na Câmara Federal.

Para a Assembleia Legislativa, a situação é um pouco diferente. Os atuais deputados, que terão muito dinheiro para suas campanhas, podem compor chapas com amigos, familiares e simpatizantes que os ajudarão na reeleição, todos, claro, recebendo um pouco de dinheiro e trabalhando duro para levarem seus líderes novamente ao Parlamento estadual.

A legislação eleitoral é controlada pelo TSE e pelos TREs, mas quem as cria é o parlamento. E os que têm mandato e buscam reelegerem-se, claro, por direito conquistado, montam as estratégia internas de distribuição das verbas do Fundo Partidário para benefício próprio, é óbvio. Então compreende-se, também por óbvio, porque é tão difícil uma grande renovação nos parlamentos.

Vai ou não vai? A ida do governador Marcos Rocha para o PSD era algo praticamente certo na semana passada. Mudou tudo em poucas horas, como geralmente acontece na política. Na segunda-feira, Rocha afirmou que permaneceria no União Brasil, embora não tenha fechado a porta definitivamente.

QUEM LÉO MORAES ESCOLHERÁ PARA DAR SEU APOIO QUE PODE SER DECISIVO, NA ELEIÇÃO AO GOVERNO?

Quem terá cacife maior nesta campanha que se aproxima, afora o governador Marcos Rocha, que comandará sua própria reeleição? Com o peso do eleitorado da Capital e com sua alta popularidade chegando a percentuais recordes, Léo Moraes pode ser decisivo na corrida pelo Palácio Rio Madeira/CPA. E não só para o Governo. Quem tiver seu aval para o Senado e Câmara Federal, já sai com vantagem.

Por enquanto, Léo não abre o jogo. O que está inicialmente no seu radar, segundo pessoas próximas, é buscar eleger seu secretário de saúde, Jaime Gazola para a Câmara Federal e seu irmão, o secretário de cultura e turismo Paulo Moraes, para a Assembleia Legislativa. Neste pacote, há ainda outro nome que certamente terá o aval do Prefeito: a atual representante da Prefeitura em Brasília, a juíza aposentada Euma Tourinho, que também deve concorrer à Câmara.

A pergunta de 1 milhão de dólares é: quem Léo Moraes vai apoiar para o Governo? Ele tem conversado tanto com Adailton Fúria quanto Marcos Rogério, os dois nomes que estão à frente nas pesquisas, mas também com o atual vice-governador Sérgio Gonçalves. Mas outro pretendente, o prefeito Delegado Flori, de Vilhena, quer ser o nome escolhido pelo presidente regional do seu partido.

Flori, aliás, é um dos caras novas na política estadual. Está em plena movimentação para ser candidato. Entre outras inovações, criou o transporte coletivo gratuito na sua cidade e, na semana passada, para surpresa geral, deu um reajuste de 30 por cento (isso mesmo!) para o funcionalismo.

Quem Léo escolherá?

GOVERNADOR AINDA NÃO BATEU O MARTELO SOBRE O PSD, MAS ATÉ A TERÇA À NOITE ELE PERMANECIA NO UNIÃO BRASIL

Até a terça à noite, o governador Marcos Rocha permanecia como membro do União Brasil. Sua ida para o PSD ainda não foi decidida ou oficializada. Nada definitivo. Ou seja, os insistentes convites do grupo liderado pelo prefeito Adailton Fúria e pelo ex-senador Expedito Júnior continuam firmes, mas ainda não há uma decisão final (ao menos anunciada pelo próprio Governador!) de que ele ficará onde está ou trocará de sigla. No mais, poucas mudanças ocorreram em relação à semana passada.

Os bastidores esquentam e em alguns casos já fervem. As conversas acontecem em gabinetes fechados e algumas delas duram horas. Mesmo com a ânsia de algumas lideranças para que as coisas sejam logo definidas, o bom senso avisa: na política, tudo tem a sua hora. Precipitação pode ser fatal, assim como decisões tardias. Tudo precisa ser feito dentro do tempo certo, comentou um experiente político, ao analisar a situação atual.

O que há de verdade nesta história toda? A primeira delas: o convite do PSD foi feito, inclusive oferecendo a Rocha o comando regional do partido. Outra: o Governador ouviu atentamente, consultou aliados e pessoas muito próximas, em quem confia, mas não tomou, até agora, nenhuma decisão. Terceira: a menos que aconteça algo completamente inesperado, perto de um milagre (eles acontecem na política?) a decisão de não concorrer ao Senado continua firme.

Este é retrato do momento. Até a noite deste 20 de janeiro de 2026. Amanhã é outro dia e tudo pode mudar. Como mudam as decisões políticas a todo o momento. Qual será o próximo capítulo?

DISCURSOS, IDEOLOGIA FAJUTA, FRASES IDIOTAS DE EFEITO: NADA ADIANTA CONTRA O RECORDE DE ASSASSINATOS DE MULHERES

Não adianta discurso ideológico. Mexeu com uma mexeu com todas é só uma frase idiota, porque não resolve nada, muito menos salva vidas. A verdade é que o assassinato de mulheres (agora com a nomenclatura de Feminicídio) continua envergonhando o Brasil. Mesmo com tanta conversa fiada, com leis que na Hora H não punem os assassinos como deveriam; com muita conversa e pouca prática, o machismo continua dominando o país e fazendo das mulheres vítimas cada vez em maior número.

Foram 1.470 mortes brutais delas, no Brasil, em 2025, um novo recorde, exatamente num momento em que o governo e muitos políticos querem faturar em cima do assunto, como se suas palavras vazias fossem resolver alguma coisa. Neste ano pré-eleitoral, para conquistar o voto das mulheres vale tudo.

Mas elas não são idiotas. Sabem muito bem do engodo a que são submetidas e o que lhes espera, com uma legislação frágil, paternalista e machista. Uma condenação de um destes assassinos covardes a 40 anos de prisão sem qualquer benefício ajudaria a resolver. Mas a prioridade é os direitos humanos dos criminosos, não das suas vítimas, sejam mulheres ou não.

São Paulo teve 233 mortes; Minas 139 e o Rio de Janeiro 104. Rondônia está em 20º lugar nesta terrível mapa da morte, com 20 assassinatos. Um número que, proporcionalmente à sua população, é assustador. Somos o segundo Estado em crimes de mortes contra mulheres, na região norte, atrás apenas do Pará. Os matadores continuam tendo a complacência das leis, enquanto suas mulheres apodrecem embaixo da terra. Esta é, por mais duro que pareça, a única verdade nesta mortandade sem fim!

TRABALHAMOS 147 DIAS DO ANO SÓ PARA PAGAR IMPOSTOS. TEMOS A MAIOR CARGA TRIBUTÁRIA DA AMÉRICA LATINA

Quantos dias o brasileiro pagador de impostos terá que trabalhar, neste ano de 2026, com a Reforma Tributária, para poder quitar todos os tributos que é obrigado a pagar para a União, Estados e Municípios? Na última década, os piores períodos foram entre 2016 e 2019, quando o Brasil foi governado por três Presidentes: Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. Em 2024, os dias trabalhados para quitar os impostos eram 147 dias, já no terceiro governo Lula. No ano passado, o número oficial ainda não foi divulgado.

Com a Reforma que começou em 1º de Janeiro, o que os economistas apontam é que os dias que teremos que produzir, para pagar todos os tributos, velhos e novos, tendem a crescer. Os 147 dias, o número mais baixo em uma década, significa que quem trabalha, precisará de 40,2 por cento de todos os dias do ano, para quitar seus compromissos com a voraz máquina arrecadadora brasileira. Se formos tirar os dois dias de finais de semana (96 no ano), precisaremos dar duro 54,6 por cento dos dias trabalhados para pagarmos tudo.

O Brasil não é o país com mais impostos no mundo, como se ouve seguidamente. Na verdade, está na 15ª colocação neste ranking. O problema é que todos os outros 14 que estão à nossa frente, são países de primeiro mundo, com carga tributária alta, mas todos os serviços que retornaram ao contribuinte praticamente gratuitos. Para se ter ideia, os Estados Unidos, um dos países mais desenvolvidos do Planeta, é apenas a 25ªº Nação em cobrança de impostos do Planeta. Na América Latina, contudo, somos nós os mais pagadores de impostos entre onze países.

HOUVE QUEM QUISESSE OS HOSPITAIS DE CAMPANHA AO INVÉS DO REGINA PACIS. AGORA, É SÓ CHECAR OS RESULTADOS

Várias visitas, várias tentativas, muita pressão. E nada! Isso mesmo. Durante a pandemia, o governo de Rondônia e a Secretaria de Saúde (Sesau) então comandada por Fernando Máximo, foi alvo de duras críticas por não ter aceitado implantar “hospitais de campanha”, alguns com preços absurdos, que funcionariam durante apenas pouco mais de seis meses. Portas fechadas para as propostas. Em contrapartida, o Governo decidiu comprar o Hospital Regina Pacis, no centro da Capital, em 2020, pagando à época 12 milhões de reais. Críticas e mais críticas.

Agora, é claro, os que se achavam donos da verdade e insinuavam que o valor pago era exagerado, certamente têm motivos de sobra para se calar. Agora chamado de Hospital de Retaguarda (que nome mais esquisito!) o antigo Regina Pacis tem sido de vital importância para o sistema de saúde pública. Para se ter ideia, no ano passado, ele realizou 3.853 procedimentos e cirurgias ortopédicas, apenas para dar um número.

Quando a Covid arrefeceu (durante a pandemia, centenas de vidas foram salvas naquele hospital, com uma estrutura muito melhor do que qualquer hospital de campanha caríssimo) o Hospital foi ampliado e passou a oferecer uma série de atendimentos à população, principalmente na área das cirurgias ortopédicas, No ano passado, entre nove e 12 procedimentos foram ali realizados todos os dias.

Só em dezembro, ocorreram ali 245 cirurgias, atendendo um grande número de pessoas cujos tratamentos estavam pendentes. O governador Marcos Rocha comemora o investimento e os números. Não tripudiou, mas poderia fazê-lo sobre os boca grande, que preferiam um hospital provisório a outro, com quase o mesmo custo, que funcionaria meio ano. Nada como um dia depois do outro!

GOVERNO COMEÇA CAMPANHA PARA REPETIR O SUCESSO DO COMBATE ÀS QUEIMADAS OCORRIDO NO ANO PASSADO

As campanhas contra queimadas em Rondônia, que durante longos anos tiveram resultados pífios (as cidades eram tomadas pela fumaça, principalmente nos meses entre julho e setembro) conseguiram pela primeira vez nas últimas décadas, pelo menos, avanços consideráveis. O Estado passou praticamente todo o ano com muito menos queimadas, inclusive no auge do verão amazônico, quando grande parte da população da Capital e várias cidades do interior viviam sob o inferno do fogo e da fumaça.

Para se ter ideia da melhoria nesta quadro antes dantesco, nos primeiros onze meses do ano passado, Rondônia registrou o menor número de focos de queimadas de toda a sua História, desde que o assunto é acompanhado pelas estatísticas. Segundo o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INPE, houve uma redução de mais de 82 por cento nos focos, em relação a 2024.

Querendo não só diminuir ainda mais o volume de queimadas (houve apenas 1.800 focos em 2025), o governo do Estado iniciou bem cedo, neste mês de janeiro, começaram as atividades referentes a 1ª etapa do Plano multinível de queimadas e incêndios florestais, criadas pelo governo de Rondônia, que está promovendo várias ações, voltadas à conscientização sobre a preservação ambiental e a prevenção às queimadas. Todo o projeto é liderado pela Coordenadoria de Educação Ambiental da Sedam, com apoio do Detran, Batalhão de Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros.

A atividade envolve a entrega de mudas de plantas e materiais educativos, com o objetivo de estimular práticas sustentáveis e reforçar a importância do cuidado com o meio ambiente, especialmente durante o período mais crítico de estiagem, buscando sensibilizar a sociedade sobre os impactos negativos das queimadas que afetam diretamente a saúde da população, a fauna, a flora e a qualidade do ar.

Nesta primeira fase, a série de atividades prossegue até esta sexta-feira, dia 23. Outras etapas serão programadas em breve.

EYDER AGRADECE A LÉO MORAES GARANTIA DE TRANSPORTE ESPECIAL PARA CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA

“Quero agradecer ao prefeito Léo Moraes por atender essa indicação e olhar com sensibilidade para as famílias atípicas da nossa Capital. Garantir transporte acessível é garantir dignidade, autonomia e inclusão para quem mais precisa”. A declaração é do deputado estadual Eyder Brasil, num encontro com o Prefeito de Porto Velho. Uma indicação de Eyder Brasil, segundo sua assessoria, resultou na ampliação do atendimento do Ônibus Multissensorial em Porto Velho. O serviço, que antes atendia exclusivamente pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), passa a contemplar também pessoas com outras deficiências físicas, intelectuais e sensoriais, além de cidadãos em situação de vulnerabilidade social.

Uma indicação de Eyder Brasil, segundo sua assessoria, resultou na ampliação do atendimento do Ônibus Multissensorial em Porto Velho. O serviço, que antes atendia exclusivamente pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), passa a contemplar também pessoas com outras deficiências físicas, intelectuais e sensoriais, além de cidadãos em situação de vulnerabilidade social.

A medida busca garantir mais segurança, conforto e acessibilidade no deslocamento urbano. De acordo com a Prefeitura de Porto Velho, o município conta atualmente com cinco veículos adaptados, sendo dois destinados ao programa PVH Acessibilidade e três voltados ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Os ônibus possuem rampa elevatória, ar-condicionado, Wi-Fi e espaço para cadeirantes e acompanhantes. No caso dos veículos destinados ao público autista, o serviço inclui abafadores de som e objetos sensoriais, para tornar o trajeto mais confortável e seguro.

AFFONSO CÂNDIDO E CANEDO FIRMAM PARCERIA PARA ENFRENTAR TAMBÉM AS “DEMANDAS PREVENTIVAS”

Um político previdente sempre busca também uma assessoria jurídica de ponta, para apoiá-lo nas causas que, certamente, terá que enfrentar durante o mandato. O jovem prefeito de Ji-Paraná, Affonso Cândido, também segue esta lógica, buscando a parceria com um dos mais conhecidos causídicos de Rondônia, especialista em várias áreas, mas principalmente na legislação eleitoral. Cândido, a partir de agora, contará com a assessoria do advogado Nelson Canedo, em suas demandas.

Conhecido por sua atuação em defesa de várias autoridades, Canedo afirma que atuará também nas chamadas “demandas preventivas”, para que, segundo ele, “não haja obstáculo futuro na vida política do jovem e promissor Prefeito”. Affonso venceu uma eleição difícil em sua cidade, derrotando o ex-prefeito Isau Fonseca, que até pouco antes da disputa, liderava todas as pesquisas. Trabalhando duro encontrando com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi pessoalmente fazer campanha para ele, Affonso acabou ganhando até com folga.

Ele agora entra para o rol de importantes autoridades assessoradas por Canedo. Entre elas o governador Marco Rocha; o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alex Redano; o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes e o presidente da Câmara Municipal da Capital, vereador Gedeão Negreiros.

PERGUNTINHAS

Você sabia que ainda existem 38 mil Orelhões no Brasil e que neste ano, pro decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) todos eles serão retirados até o fim deste ano? Você conhece algum lugar em Porto Velho onde ainda exista um Orelhão?


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