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porto velho, terça-feira 26 de novembro de 2024
BRASIL: O Ministério Público de Minas Gerais, com apoio da Polícia Civil, faz buscas em endereços ligados a 123milhas, empresa de viagens que vendeu pacotes e não entregou, em Belo Horizonte, na manhã desta quinta-feira (01).
A operação, nomeada como “Mapa de Milhas”, investiga crimes de estelionato e lavagem de dinheiro de grupo que intermedeia venda de passagens aéreas. Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão no endereço de pessoas físicas e jurídicas na capital mineira.
Os mandados de busca e apreensão foram solicitados para apurar a prática de crimes de estelionato, por meio de associação criminosa, que causaram prejuízo a milhares de pessoas em todo o país em 2023. A investigação busca, também, verificar a eventual prática de lavagem de dinheiro, por meio de estratégias financeiras e corporativas visando dissimulação e ocultação de valores e bens.
A investigação é conduzida pela 14ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor da Capital, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Central) e do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet). Participaram da operação oito promotores de Justiça, cinco delegados de Polícia Civil, 53 investigadores, um policial militar e cinco servidores do Ministério Público.
Além da atuação criminal, o Ministério Público de Minas Gerais ajuizou ações civis públicas para a tutela coletiva dos consumidores lesados, sendo deferidos pedidos de bloqueio judicial de bens e valores das empresas e sócios que integram o grupo econômico.
Cancelamento de pacotes
Em outubro de 2023, a Justiça de Minas Gerais aumentou o valor do bloqueio de bens dos sócios da 123milhas de R$ 50 milhões para R$ 900 milhões. Dois meses antes, em agosto, a agência de viagens surpreendeu milhares de clientes após anunciar o cancelamento do pacote de viagens promocionais. No dia 29 do mesmo mês, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial.