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    porto velho, domingo 30 de março de 2025

Justiça mantém prisão de Monique Medeiros, acusada da morte de seu filho, Henry Borel

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva de Monique Medeiros...


CNN

Publicada em: 26/03/2025 09:17:39 - Atualizado

BRASIL: O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva de Monique Medeiros, acusada da morte de seu filho, Henry Borel, em março de 2021.

A decisão da 7ª Câmara Criminal ocorreu após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, para reavaliação da prisão.

Jairinho e Monique Medeiros vão a júri popular pelo homicídio de Henry Borel.

A defesa de Monique argumentou que a reavaliação da prisão preventiva deveria ser feita pelo juiz de primeira instância. No entanto, o TJRJ reiterou que a revisão da medida cautelar deve ser realizada pelo mesmo órgão que a decretou, no caso, a 7ª Câmara Criminal.

O desembargador relator, Joaquim Domingos de Almeida Neto, justificou a decisão afirmando ser “absolutamente imprescindível para resguardar os meios e os fins da ação penal de origem”.

Garantia da ordem pública

O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto destacou a importância da manutenção da custódia preventiva para a garantia da ordem pública, conveniência da instrução e para assegurar a aplicação da lei penal. A decisão reforça a necessidade da prisão de Monique Medeiros para o prosseguimento do processo.

O pedido de liberdade foi embasado em alegadas agressões sofridas por Monique no presídio. O magistrado determinou que as petições sobre as agressões sofridas por Monique no Instituto Penal Talavera Bruce, e a suposta omissão das autoridades, sejam encaminhadas à 2ª Vice-Presidência do TJRJ e ao procurador-geral de Justiça. As denúncias de agressões serão apuradas pelos órgãos competentes.

Monique e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior são réus por homicídio duplamente qualificado, além de acusações de obstrução de justiça e ameaças a testemunhas.

Relembre o caso

O vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, juntamente com a mãe do pequeno Henry Borel, Monique Medeiros, foram detidos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, sob a suspeita de envolvimento na morte do menino de 4 anos.

Os investigadores também acreditam que houve tortura contra a criança, mas que a mãe não presenciou a cena. No dia da morte, o menino Henry Borel passou o dia com o pai e somente à noite foi entregue para Monique.

O laudo pericial prévio indicou à polícia que o menino apresentou lesões graves por todo o corpo. Além da morte de Henry, o delegado Henrique Damasceno ouviu diversas testemunhas, dentre elas, ex-namoradas de Jairinho e a ex-mulher. O parlamentar é suspeito de agressões e violência doméstica.


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