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    porto velho, sábado 29 de novembro de 2025

Moraes ainda não descarta prisão de Bolsonaro na Papuda, afirmam auxiliares do ministro

Auxiliares do ministro do STF alegam que manutenção na Polícia Federal foi apenas para evitar tumulto de apoiadores


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Publicada em: 28/11/2025 16:24:57 - Atualizado

BRASIL: O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ainda não descartou a possibilidade de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para cumprir pena no Complexo Penitenciário da Papuda.

A informação, atribuída a auxiliares do ministro, foi publicada pela CNN Brasil, nesta quinta-feira (27).

Segundo essas fontes, a manutenção da prisão de Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal de Brasília (DF), onde o ex-presidente já cumpria prisão preventiva desde sábado (22), depois que violou a tornozeleira eletrônica, foi uma decisão de Moraes para evitar tumulto com uma eventual mobilização de apoiadores.

Auxiliares de Moraes revelaram que a ideia inicial do ministro era enviar Bolsonaro para a Papuda logo após a declaração do trânsito em julgado do processo, uma vez que a condenação imposta pela Primeira Turma da Corte já previa o regime inicial fechado.

Moraes passou a considerar que, naquele momento, seria melhor manter Bolsonaro na PF e simplesmente declarar o início da execução da pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

As fontes revelaram ainda que ministro ouviu interlocutores da PF que concordaram com a manutenção da prisão.

A avaliação de interlocutores do relator é de que ele optou por “impor derrotas graduais” a Bolsonaro: o uso de tornozeleira, a prisão domiciliar e depois a prisão preventiva.

A execução da pena na Papuda viria na sequência.

Ainda segundo a CNN Brasil, o auxiliar de Moraes apontou a possibilidade de futuramente transferir o ex-presidente para a Papuda num trecho da decisão do ministro, publicada na terça-feira (25).

O relator escreve que “enquanto o custodiado permanecer na Superintendência Regional da Polícia Federal”, a PF deverá seguir a portaria que fixa as diretrizes para visitas individuais e controladas.



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