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porto velho, sexta-feira 9 de janeiro de 2026

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, deixará o cargo nesta sexta-feira (9). O aviso ao presidente Lula (PT), deu-se em conversa antes da cerimônia, na manhã de hoje (8), que marca os três anos dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. (Leia a íntegra da carta de despedida abaixo).
Em nota ao presidente Lula (PT), ele apresentou o pedido de exoneração docargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, por razões de "caráter pessoal e familiar, a partir de 9 de janeiro de 2026".
"Agradecendo o permanente estímulo e apoio com que fui honrado ao longo desses quase dois anos à frente da Pasta, aproveito o ensejo para reiterar minha manifestação de elevado apreço e distinta consideração."
Ele também publicou uma carta pública de despedida.
"Ao me despedir do Ministério da Justiça e Segurança Pública, após quase dois anos à frente desta pasta estratégica para o país, faço um balanço marcado pelo compromisso com a Constituição, com os direitos fundamentais e com a construção de políticas públicas duradouras, orientadas pelo Estado Democrático de Direito", disse o ministro, em nota.
"Assumi o Ministério com a convicção de que segurança pública, justiça e direitos humanos não são agendas concorrentes, mas complementares. Ao longo desse período, trabalhamos para reconstruir políticas, recuperar capacidades institucionais e oferecer respostas concretas aos grandes desafios do Brasil", continua.
Além de Lewandowski, o núcleo central deve deixar a pasta, como os secretários Manoel Carlos de Almeida Neto e Mário Sarrubbo. Um novo nome para a posição de ministro deve ser anunciado ainda neste primeiro semestre.
Ao chefe do Executivo, Lewandowski citou motivos pessoais, como esgotamento após enfrentar desgastes em disputas como a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção. Além do desejo de passar mais tempo com a família.
O ministro assumiu a pasta em fevereiro de 2024, após aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2023, substituindo Flávio Dino. Antes da pasta, atuou como juiz no Tribunal de Alçada Criminal de SP e desembargador no TJ-SP.
No STF, presidiu a Corte, entre 2014 e 2016, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de revisar o Mensalão e presidir o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT).