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porto velho, quarta-feira 11 de março de 2026

Esta semana foi marcada por reuniões pontuais na esfera do poder Judiciário. O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal ( STF), deu início a uma suposta ação coordenada institucional para conter os reflexos do revéz causado pelo Caso Master . Com magistrados da Corte sendo ligados em contextos ligados ao banco, o ministro buscou alinhar o discurso e a postura entre os ministros e reafirmou os compromissos éticos da magistratura.
Nesta segunda-feira (9), Fachin teve conversas reservadas com alguns ministros do Supremo, segundo informações do portal G1. A conversa no âmbito suspostamente informal teve como objetivo principal avaliar o impacto das notícias e discutir a condução administrativa e institucional do Supremo para com os assuntos relacionados ao Banco Master, garantindo que as citações não comprometam a estabilidade e credibilidade do STF.
O presidente se reuniu com o relator do Caso Master, André Mendonça; Alexandre de Moraes, que é vice-presidente da Corte e foi apontado por suposta troca de mensagens com Daniel Vorcaro no dia da sua primeira prisão, em novembro passado.
A movimentaçao dos bastidores foi complementada nesta terça (10) por um posicionamento público, durante encontro com magistrados de todo o país. Fachin declarou um discurso enfático sobre a responsabilidade na Corte e a necessidade de proteção das instituições contra questionamentos de conduta.
Ainda que o tom tenha sido institucional, a fala encaixou na situação geral que o Supremo passa quanto a credibilidade e configurou como uma aparente resposta direta ao momento de turbulência. Fachin ressaltou que a dorça do Poder Judiciário reside na sua integridade e no estrito cumprimento das normas éticas.
O ministro destacou ainda, que os mecanismos de defesa da magistratura brasileira é a transparência e a celeridade na apuração de fatos, dando ênfase a legitimidade do Poder. “Não temos o voto. Temos a razão da lei. Por isso, não podemos jamais abrir mão de fundamentar nossas escolhas e justificar nossas decisões”, observou.