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porto velho, sexta-feira 1 de maio de 2026

PORTO VELHO – RO - As investigações sobre a onda de ataques criminosos registrada em 2025 nos distritos de União Bandeirantes e Jaci-Paraná revelaram um enredo que ultrapassa os muros do sistema prisional. A Polícia Civil de Rondônia concluiu que o incêndio de cinco ônibus escolares foi articulado por líderes de uma organização criminosa, mesmo estando encarcerados.
O desfecho veio com a segunda fase da Operação Rescaldo, que mergulhou na análise de celulares e dispositivos eletrônicos apreendidos. A partir desse material, os investigadores conseguiram mapear a engrenagem do grupo, identificando hierarquia, divisão de tarefas e a forma como as ordens eram repassadas.
Segundo a apuração, os chefes da organização utilizavam mensagens conhecidas como “salves” para comandar as ações fora dos presídios. Um dos aparelhos analisados foi decisivo para reconstruir o fluxo de comunicação e comprovar como os ataques eram coordenados à distância.
No balanço das duas fases da operação, foram cumpridos 22 mandados de prisão — sendo 12 preventivas na primeira etapa e 10 temporárias na segunda — além de 10 mandados de busca e apreensão, consolidando o cerco contra o grupo.
A ofensiva contou com atuação integrada do Ministério Público de Rondônia, por meio do GAECO, da Força-Tarefa de Combate ao Crime Organizado e da FICCO, reforçando a estratégia conjunta no enfrentamento às facções.
A Polícia Civil destacou que crimes contra o patrimônio público, especialmente aqueles que atingem serviços essenciais como o transporte escolar, são tratados como prioridade. Para a instituição, esse tipo de ação não apenas causa prejuízos materiais, mas compromete diretamente o acesso à educação e a segurança de comunidades inteiras.