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porto velho, domingo 17 de maio de 2026

As críticas do pré-candidato à Presidência Romeu Zema (NOVO-MG) ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) irritou uma ala direita, até então bem relacionada com o ex-governador.
Nomes próximos ao bolsonarismo classificam a postura como “erro” e “oportunismo fora de timing".
Logo após o site The Intercept Brasil revelar que Flávio pediu dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Bolsonaro, o ex-governador foi às redes dizer que a situação é “um tapa na cara dos brasileiros”.
A leitura do entorno do senador é de que Zema tenta se descolar preventivamente do desgaste do caso e ocupar espaço no campo da direita com discurso de maior rigor ético.
O ex-governador já vinha adotando postura distinta à de Flávio ao fazer uma ofensiva radical contra o STF (Supremo Tribunal Federal) na tentativa de atrair o eleitor incomodado com a postura ponderada adotada pelo filho de Bolsonaro.
A fala tem peso porque ocorre enquanto o bolsonarismo tenta transformar a defesa da CPI do Banco Master em principal estratégia de reação à crise. A orientação de dirigentes do PL é investir na narrativa de investigações para além da relação entre Flávio e Daniel Vorcaro, atingindo também integrantes do governo federal.