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    porto velho, quinta-feira 2 de julho de 2026

Pastor Marcio Poncio é preso em operação por lavagem de dinheiro da Polícia Federal

Investigação da PF mira desdobramentos do esquema atribuído ao bicheiro Adilsinho e determina bloqueio de bens de até R$ 22 milhões


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Publicada em: 02/07/2026 09:35:10 - Atualizado


O pastor Marcio Poncio foi preso na manhã desta quinta-feira (02), durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro. Ele é investigado por uma suposta ligação com o esquema conhecido como "Máfia do Cigarro" , que, segundo as investigações, teria como um dos principais líderes o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que expediu três mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. Além de Poncio, também são alvos Adilsinho e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ambos já presos por outros processos.

Marcio Poncio foi localizado em um flat na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Investigação agora foca na lavagem de dinheiro

Segundo a Polícia Federal, esta nova etapa da Operação Unha e Carne busca aprofundar a investigação sobre um possível esquema de lavagem de dinheiro comandado por Adilsinho e identificar como os recursos teriam circulado entre integrantes da organização criminosa e agentes públicos.

De acordo com a corporação, há indícios de que o dinheiro movimentado pelo grupo também tenha alcançado pessoas ligadas aos poderes Executivo e Legislativo do estado do Rio de Janeiro.

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Além das prisões, Alexandre de Moraes determinou o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões, medida que busca impedir a ocultação de patrimônio supostamente obtido de forma ilícita.

Como Marcio Poncio entrou na investigação

As investigações apontam que o pastor passou a ser alvo após a análise de documentos apreendidos em uma operação realizada em 2021, chamada Operação Fumus, que investigava o monopólio da distribuição ilegal de cigarros na Região Metropolitana do Rio.

Na ocasião, policiais encontraram planilhas que continham registros de supostos pagamentos, doações eleitorais e movimentações financeiras consideradas incompatíveis, além de anotações que, segundo a PF, podem indicar um esquema de lavagem de dinheiro.



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