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porto velho, quinta-feira 2 de julho de 2026

O pastor Marcio Poncio foi preso na manhã desta quinta-feira (02), durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro. Ele é investigado por uma suposta ligação com o esquema conhecido como "Máfia do Cigarro" , que, segundo as investigações, teria como um dos principais líderes o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que expediu três mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. Além de Poncio, também são alvos Adilsinho e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ambos já presos por outros processos.
Marcio Poncio foi localizado em um flat na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Federal, esta nova etapa da Operação Unha e Carne busca aprofundar a investigação sobre um possível esquema de lavagem de dinheiro comandado por Adilsinho e identificar como os recursos teriam circulado entre integrantes da organização criminosa e agentes públicos.
De acordo com a corporação, há indícios de que o dinheiro movimentado pelo grupo também tenha alcançado pessoas ligadas aos poderes Executivo e Legislativo do estado do Rio de Janeiro.
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Além das prisões, Alexandre de Moraes determinou o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões, medida que busca impedir a ocultação de patrimônio supostamente obtido de forma ilícita.
As investigações apontam que o pastor passou a ser alvo após a análise de documentos apreendidos em uma operação realizada em 2021, chamada Operação Fumus, que investigava o monopólio da distribuição ilegal de cigarros na Região Metropolitana do Rio.
Na ocasião, policiais encontraram planilhas que continham registros de supostos pagamentos, doações eleitorais e movimentações financeiras consideradas incompatíveis, além de anotações que, segundo a PF, podem indicar um esquema de lavagem de dinheiro.