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porto velho, terça-feira 1 de setembro de 2026

A divulgação de novas informações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro elevou a pressão política sobre o magistrado e provocou novos pedidos para que ele deixe a Corte.
Nesta terça-feira (1º), aliados de Moraes afirmaram que ele não teria mais condições de permanecer no Supremo e defenderam sua renúncia ao cargo, para não ser preso imediatamente.
Segundo o material divulgado pela PF, mensagens encontradas no celular de Vorcaro indicam uma relação próxima com Moraes e mostram o empresário buscando ajuda diante do avanço das investigações envolvendo o Banco Master. Em uma das conversas, dois dias antes de sua prisão, Vorcaro teria perguntado ao interlocutor se já deveria deixar o país.
O relatório também aponta que Vorcaro teria procurado o interlocutor para tentar conter ou retardar ações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. Em outro trecho, o empresário demonstra preocupação com o futuro de seus negócios e pede ajuda para tentar “desarmar” a situação.
As revelações ganharam ainda mais repercussão porque o ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao caso Master, retirou o sigilo de parte do inquérito e determinou o aprofundamento da apuração sobre a identidade do interlocutor das mensagens. Segundo a PF, esse interlocutor seria Alexandre de Moraes.
Outro ponto que aumentou a controvérsia envolve o contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Segundo as informações divulgadas, metadados indicariam que Moraes teria participado da edição do contrato.
O caso, entretanto, permanece cercado de controvérsias. Em março, o próprio gabinete de Moraes negou que determinadas mensagens divulgadas na época tivessem sido enviadas ao ministro, afirmando que os registros estavam associados a outros contatos encontrados no material apreendido.
Com a divulgação de novos elementos pela investigação, a oposição voltou a cobrar explicações e passou a defender medidas mais duras contra o ministro. Para Flávio Bolsonaro, diante da gravidade das informações, a saída de Moraes do STF seria necessária.
O episódio agora coloca o Supremo diante de um novo desgaste institucional, enquanto as autoridades responsáveis pela investigação deverão esclarecer a autenticidade, o contexto e o alcance das mensagens e eventuais condutas atribuídas aos envolvidos.