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porto velho, sexta-feira 4 de setembro de 2026

Um laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo aponta que a hipótese de suicídio da soldado Gisele Alves Santana foi considerada incompatível com os elementos analisados na investigação. Segundo a perícia, a policial foi assassinada.
Para a polícia, restou evidente a intervenção de uma segunda pessoa na morte de Gisele. O tentente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, ex-marido da vítima, é acusado pelo feminicídio e está preso desde março deste ano.
O documento, obtido pela CNN Brasil, alega que a hipótese de que a morte teria sido decorrente de suicídio foi falsificada e, portanto, descartada. Segundo o instituto, a avaliação técnica identificou divergências materiais determinadas entre a versão inicialmente apresentada e os vestígios físicos encontrados.
A perícia destaca ainda a análise do conjunto de padrões de manchas de sangue e dos demais elementos coletados no local, que contradisse a possibilidade de Gisele ter tirado a própria vida.
A defesa do tentente-coronel, composta pelo advogado Eugenio Malavassi, afirmou que analisa a reposta do Instituto de Criminalística sobre os quesitos apresentados no laudo, juntamente com o assistente técnico.
A defesa técnica dos familiares de Gisele, por sua vez, reiterou que "jamais teve dúvidas de que a morte foi resultado de um feminicídio".
Para o advogado Miguel Silva, o laudo complementar reforça as provas já existentes e confirma que Gisele foi assassinada pelo tenente-coronel, apontado como como autor do crime.