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    porto velho, sábado 5 de setembro de 2026

Ministro Alexandre de Moraes usa relatório falso em decisão contra André Mendonça

Documento que embasa a decisão de Moraes não está em papel timbrado da corporação nem tem assinatura de delegado ou profissional da PF


metropoles

Publicada em: 04/09/2026 10:03:20 - Atualizado

O ministro Alexandre de Moraes usou um relatório da Polícia Federal que a própria corporação diz não ter “valor probatório” para embasar a decisão em que acusa o ministro André Mendonça de ter cometido três crimes na condução do caso do Banco Master.

O documento não está em papel timbrado da PF nem conta com assinatura de algum delegado ou profissional da PF, o que é incomum. O relatório também atribui uma série de condutas a Mendonça, como pedidos de direcionamento de investigações em reuniões fechadas, sem identificar quem seria o responsável pela informação.

O texto afirma que se trata de um “relatório de inteligência”. “Não é peça de instrução, não integra os autos de qualquer procedimento e não possui valor probatório. Sua função é sustentar decisão de gestão em ambiente de informação incompleta e, por definição de gênero, incorpora juízo analítico – conclusões que vão além do que os dados isoladamente comprova!”.

O texto tem 50 páginas e, em 24 oportunidades, há citações de que se tratam de informações de “baixa confiança”. O relatório também cita o acesso de uma servidora aos autos do inquérito do INSS de maneira supostamente indevida, mas ressalta que o documento não pode ser usado em um eventual futuro processo administrativo.

“Nenhum juízo aqui registrado autoriza conclusão sobre responsabilidade funcional”.


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