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    porto velho, quinta-feira 1 de outubro de 2026

Fugir do debate pode ser fatal para Lula na reta final da campanha, e equipe está preocupada

A ausência foi comunicada oficialmente pela campanha de Lula à emissora.


cnn

Publicada em: 01/10/2026 09:50:42 - Atualizado


A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de não participar do último debate presidencial antes do primeiro turno das eleições de 2026 começa a provocar preocupação dentro da própria campanha. O encontro será realizado pela TV Globo nesta quinta-feira (1º), apenas três dias antes da votação.

A ausência foi comunicada oficialmente pela campanha de Lula à emissora. No mesmo período, o candidato participará de uma entrevista ao Flow Podcast, marcada para o mesmo horário do debate.

Nos bastidores, integrantes da campanha temem que a decisão deixe Lula exposto a críticas dos adversários sem a possibilidade de responder ao vivo. A CNN Brasil informou que aliados demonstraram preocupação com o chamado “púlpito vazio” e com o espaço que os demais candidatos poderão utilizar para atacar o governo e apresentar suas próprias propostas.

A estratégia representa uma mudança em relação ao que vinha sendo discutido dentro do PT. Na semana anterior, integrantes da campanha ainda tentavam convencer Lula a participar do debate, argumentando que a exposição poderia ser uma oportunidade para confrontar diretamente os adversários e apresentar sua visão ao eleitorado.

A avaliação de parte dos aliados, porém, mudou nos últimos dias. Segundo a CNN, integrantes da coordenação passaram a defender que Lula concentre sua agenda em viagens e mobilização eleitoral, deixando os debates para um eventual segundo turno. Entre as preocupações relatadas estão o risco de um deslize ao vivo e a possibilidade de uma declaração ganhar grande repercussão nas redes sociais justamente nos últimos dias antes da votação.

A decisão ocorre em um momento de disputa acirrada. Pesquisa e análises recentes mostram um cenário de forte competição entre Lula e Flávio Bolsonaro, especialmente quando considerado um eventual segundo turno. A Reuters, por exemplo, registrou nesta quinta-feira um cenário de empate dentro da margem de erro em uma simulação de segundo turno, ressaltando que ainda havia eleitores indecisos.

Nesse contexto, a ausência no debate pode transformar a estratégia de redução de riscos em um dos principais temas da reta final. Enquanto Lula opta por uma entrevista em outro formato, seus adversários terão um palco de grande audiência para confrontar propostas e fazer críticas ao governo.

Para a campanha petista, o cálculo é evitar uma exposição considerada arriscada. Para os adversários, entretanto, a ausência abre espaço para questionamentos e ataques que Lula não poderá responder naquele momento.

Com a votação marcada para domingo (4), o debate da Globo ganha peso justamente por ocorrer no momento em que os candidatos tentam conquistar os últimos votos e mobilizar seus eleitores. A consequência eleitoral da ausência, contudo, só poderá ser medida pelos resultados das urnas e pelos dados posteriores à eleição.


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