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porto velho, quinta-feira 1 de outubro de 2026

PORTO VELHO-RO: A candidata ao Senado por Rondônia, Neidinha Suruí (PSB), enfrenta uma batalha na Justiça Eleitoral para manter sua candidatura após ficar sem primeiro suplente em tempo hábil para o registro.
A candidata recorreu da decisão às instâncias superiores e aguarda julgamento. Enquanto isso, seu nome permanece na urna eletrônica para a votação deste domingo (4).
Fora da disputa judicial, outro detalhe chama atenção na prestação de contas da campanha. Neidinha foi a única candidata ao Senado em Rondônia que não recebeu recursos do fundo eleitoral. O PSB não destinou recursos para sua campanha, mas ela conseguiu arrecadar R$ 343,9 mil em doações.
Entre os principais doadores estão nomes ligados a algumas das famílias mais ricas do país.
João Moreira Salles, herdeiro do Itaú, doou R$ 100 mil para a campanha. As irmãs Gisela e Mariana Moreau, ligadas à família que herdou o antigo Banco da Bahia, também contribuíram com R$ 100 mil.
O maior doador, porém, foi Pedro de Godoy Bueno, herdeiro do grupo Amil, que destinou R$ 150 mil à campanha de Neidinha.
Somadas, as três contribuições chegam a R$ 350 mil e representam praticamente todo o valor arrecadado pela candidata.
Sem recursos do fundo eleitoral e com uma campanha financiada por grandes doações privadas, Neidinha segue tentando manter sua candidatura na corrida pelo Senado em Rondônia.