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porto velho, terça-feira 13 de janeiro de 2026

PORTO VELHO - RO - O governador Marcos Rocha-UB confirmou, em entrevista à SIC TV na noite desta segunda-feira, 12, que não deixará o comando do Estado para disputar as eleições de 2026, afastando-se da corrida pelo Governo de Rondônia no próximo pleito, salvo se a decisão futura vier pelas mãos de Deus.
Ao tratar do tema de forma direta, Rocha afirmou que a decisão está praticamente tomada e que, quando assume uma posição dessa magnitude, dificilmente volta atrás. Segundo ele, trata-se de uma escolha construída com base em convicções pessoais, políticas e administrativas e tem apoio de sua família (esposa e irmão).
O principal motivo apontado para a desistência é a quebra de confiança dentro do próprio grupo político. O governador foi enfático ao dizer que não pretende entregar o governo a quem considera ter agido com deslealdade, ressaltando que confiança é elemento central na condução da administração pública.
Rocha afirmou que permanecer no cargo até o fim do mandato é uma forma de preservar o Estado e garantir a continuidade da gestão, evitando que o comando do Executivo seja transferido a alguém em quem não deposita plena confiança.
Durante a entrevista, o governador reconheceu que a decisão tem efeitos diretos no cenário político e eleitoral, frustrando articulações que contavam com uma sucessão antecipada no Palácio Presidente Vargas e alterando planos de grupos que já se organizavam para 2026.
Ele também destacou que a escolha impacta sua família. Segundo Rocha, a desistência atinge diretamente sua esposa, Luana Rocha, que, de acordo com ele, teria potencial para puxar votos no processo eleitoral.
Outro impacto citado pelo governador recai sobre o irmão, Sandro Rocha, cujo trabalho à frente do Detran o colocou, segundo o próprio governador, em condições políticas de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa como deputado estadual.
Apesar disso, Rocha afirmou que tanto a esposa quanto o irmão foram consultados previamente sobre a decisão e adotaram a mesma postura. De acordo com o governador, ambos disseram que aceitariam integralmente a escolha que ele fizesse.
“Se você decidir assim, está decidido”, teria sido a resposta ouvida por Rocha, segundo seu relato, reforçando o apoio familiar à permanência no cargo até o fim do mandato.
O governador admitiu apenas uma possibilidade remota de revisão da decisão, condicionada à fé, afirmando que só reconsideraria o posicionamento “se for da vontade de Deus”, embora tenha reiterado que a tendência é concluir o mandato.
Com isso, Marcos Rocha sinaliza que seu foco seguirá voltado à gestão e à entrega de projetos, deixando claro que, neste momento, a disputa eleitoral de 2026 não faz parte de seus planos, ainda que sua decisão influencie diretamente o desenho do próximo cenário político em Rondônia.
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