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porto velho, terça-feira 3 de março de 2026

PORTO VELHO - RO - Uma diretriz aprovada pela direção nacional do Partido dos Trabalhadores estabeleceu a estratégia de lançar 27 candidaturas ao Senado nas próximas eleições, contemplando nomes da legenda e aliados do campo da esquerda e do centro político.
O documento, encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, menciona lideranças de diferentes estados. Em Rondônia, aparecem como referências os nomes do senador Confúcio Moura (MDB) e do ex-senador Acir Gurgacz (PDT), conforme divulgado pelo portal Metrópoles.
Historicamente próximo a setores da cúpula petista, Acir manteve interlocução direta com governos liderados por Lula e Dilma Rousseff, período em que direcionou recursos federais ao estado por meio de emendas parlamentares e indicações orçamentárias e o histórico do ex-senador registra maior alinhamento com lideranças de perfil progressista.
No entanto, o cenário jurídico impõe obstáculos à eventual candidatura. O ex-senador foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a quatro anos e seis meses de prisão por desvio na aplicação de recursos oriundos de financiamento obtido em instituição financeira oficial. A decisão transitou em julgado em outubro de 2018, com extinção da punibilidade em setembro de 2022. Pelas regras da Lei da Ficha Limpa, ele só poderá disputar cargo eletivo a partir de setembro de 2030.
A defesa do ex-parlamentar sustenta interpretação diferente após alteração legislativa aprovada no ano passado, que reduziu o prazo de inelegibilidade de 12 para 8 anos. Contudo, emenda apresentada pelo senador Sérgio Moro estabeleceu que condenações por crimes contra a administração pública não seriam alcançadas pela mudança. A controvérsia jurídica gira em torno da natureza da condenação — se enquadrada como crime contra a administração pública ou contra o sistema financeiro — ponto que poderá definir os próximos capítulos do caso.
CONFÚCIO:
Em outra frente, o senador Confúcio Moura-MDB tem mantido alinhamento público com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, posição que lhe garante interlocução direta em Brasília e viabilização de recursos para projetos em Rondônia. No entanto, o apoio declarado ao Palácio do Planalto, em um estado de perfil majoritariamente bolsonarista, tem provocado desgaste político e ampliado o distanciamento de parte de seu eleitorado tradicional.
Dentro do MDB, a proximidade com o governo federal também aprofunda divergências, especialmente com o deputado federal Lúcio Mosquini, que defende o retorno de Jair Bolsonaro ao poder e faz oposição aberta à gestão petista. A relação dos nomes alinhados ao projeto nacional de Lula foi divulgada pelo portal Metrópoles.
CONFIRA OS NOMES DIVULGADO PELO METRÓPOLES:
Já entre os partidos aliados, o PT definiu apoio a nomes de candidatos que integram partidos da base, como MDB, PSD e PDT.