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porto velho, quarta-feira 4 de fevereiro de 2026

PORTO VELHO- RO - A bancada federal de Rondônia no Congresso Nacional e demais autoridades públicas do Estado, vêm sendo cobradas pela falta de reação diante de dois problemas que têm impactado diretamente a vida da população rondoniense: o descaso das companhias aéreas que operam no estado e a implantação de pedágios considerados exorbitantes na BR-364.
Nos dois casos, cresce a avaliação de que houve ausência de mobilização política efetiva, fragilidade institucional e falta de articulação entre os entes responsáveis pela defesa dos interesses do estado. Deputados federais, senadores, Governo de Rondônia, órgãos reguladores e o Ministério Público Federal são apontados como atores que, até o momento, não apresentaram respostas concretas capazes de reverter ou mitigar os prejuízos à população.
No setor aéreo, Rondônia enfrenta redução de voos, cancelamentos frequentes e tarifas elevadas, cenário que tem limitado o acesso ao transporte e aumentado o isolamento do estado. Passageiros relatam dificuldades para encontrar passagens a preços acessíveis, além de falhas recorrentes na prestação do serviço. A situação ocorre sem que haja, até agora, medidas contundentes por parte da bancada federal ou do Governo de Rondônia e do próprio MPF junto às companhias e à Agência Nacional de Aviação Civil.
Na BR-364, principal eixo rodoviário do estado, a implantação do pedágio gerou forte reação popular e a mobilização mereceu atenção da Justiça suspendendo a cobrança. A rodovia é considerada estratégica para o escoamento da produção, o abastecimento dos municípios e a integração regional. Críticos apontam que os valores cobrados representam impacto direto no custo de vida, no transporte de cargas e na competitividade da economia local.
Para especialistas e lideranças locais, os dois episódios evidenciam a necessidade de um mutirão institucional, envolvendo parlamentares, Governo do Estado, MPF e órgãos reguladores, com o objetivo de revisar contratos, cobrar responsabilidades e buscar soluções que restabeleçam o equilíbrio entre interesse público e prestação de serviços.
A avaliação é de que a falta de ação coordenada das autoridades rondonienses enfraquece a posição de Rondônia no cenário nacional e amplia a sensação de abandono vivida pela população. Parlamentares e autoridades seguem sendo cobrados por uma atuação mais firme, capaz de defender direitos básicos como mobilidade, acesso e equilíbrio tarifário.
Até o momento, as medidas anunciadas permanecem no campo do discurso. A expectativa nesse início de ano é que, diante da pressão crescente, haja avanço em ações concretas que respondam às demandas da sociedade rondoniense.