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    porto velho, sexta-feira 13 de fevereiro de 2026

Júnior e Rocha brincam ciranda no poder e arregimentam forças para formar chapão no PSD

Outro movimento estratégico envolve o fortalecimento do PSD Mulher. A primeira-dama Luana Rocha assume papel central na organização do segmento...


Redação

Publicada em: 13/02/2026 09:42:59 - Atualizado

foto montagem rondonoticias

PORTO VELHO - RO - A política de Rondônia volta a operar sob sua lógica mais tradicional: articulação silenciosa nos bastidores, movimentos calculados e montagem de nominata com precisão cirúrgica. O último lance mais ousado foi do ex-senador Expedito Júnior, que deixou o comando da legenda para o governador Marcos Rocha  e hoje atuam juntos nos bastidores para estruturar um chapão capaz de atravessar outubro com força eleitoral e ampla capilaridade no estado.

A aposta da dupla combina máquina administrativa, experiência acumulada e capacidade de atração política. A chegada definitiva de Rocha ao PSD não foi mero ato de mudança de pedras no tabuleiro politico, mas reposicionamento estratégico. Nos corredores do poder, a interpretação é uníssona: trata-se de consolidar um polo dominante antes que adversários consigam reagir.

Expedito, conhecido pela leitura fria do tabuleiro, age como operador político. Antecipando cenários e reduzindo espaços para concorrentes, ampliou o arco de alianças. O partido passou a atrair nomes de peso, fortalecendo a nominata com figuras de densidade eleitoral e potencial competitivo, especialmente na disputa por vagas na Câmara Federal.

O discurso interno é de unidade e pragmatismo. Em um cenário fragmentado, a matemática eleitoral impõe racionalidade: quem não se integra ao projeto tende a perder protagonismo. A construção do chapão é vista como instrumento de sobrevivência e expansão política.

Outro movimento estratégico envolve o fortalecimento do PSD Mulher. A primeira-dama Luana Rocha assume papel central na organização do segmento, com a ex-deputada Jaqueline Cassol na vice-presidência. A iniciativa vai além do simbolismo — integra o cálculo eleitoral voltado à ampliação da base e à consolidação partidária.

Para analistas, a aliança entre Expedito e Rocha, que desarmaram rusgas do passado quando foram adversários, inclusive após acusações de calote, e agora, une articulação e comando institucional. Enquanto um constrói pontes e consolida apoios, o outro com a caneta na mão exerce a liderança executiva. A estratégia é clara: formar um palanque robusto, reduzir vulnerabilidades e disputar espaço com vantagem. 

Em Rondônia, eleições são vencidas com estrutura e articulação. E o PSD demonstra ter compreendido que, no jogo político, quem organiza primeiro e pensa adiante raramente fica fora da próxima jogada. Afinal, a força  maior sempre atrai a menor.


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