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    porto velho, sexta-feira 27 de fevereiro de 2026

A Voz do Povo recebe Amir Lando que anuncia pré-candidatura a deputado federal

Lando anunciou sua pretensão de disputar uma cadeira de deputado federal e destacou que sempre enxergou a política como entrega e não como instrumento de autopromoção...


Redação

Publicada em: 27/02/2026 15:00:28 - Atualizado

PORTO VELHO-RO: Apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá, o programa A Voz do Povo desta sexta-feira (27), da Rádio Caiari, FM 103,1, recebeu o ex-ministro da Previdência Social, ex-senador da República e ex-deputado federal e estadual Amir Lando. Em uma entrevista marcada por emoção, reflexões profundas e críticas contundentes ao cenário político nacional, o ex-parlamentar falou sobre o grave problema de saúde que enfrentou recentemente e reafirmou sua disposição de continuar servindo ao país.

Amir Lando revelou que passou por uma hemorragia intestinal causada por diverticulite, precisando ser submetido a uma cirurgia de urgência. Foram 44 dias de internação, sendo uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Foi uma situação delicada. Passei por um período de letargia, achei que tinha perdido os sonhos. Mas Deus me deu outra oportunidade”, afirmou. Segundo ele, a experiência reacendeu o sentimento de missão pública. “Se estou vivo, é para fazer alguma coisa de bem enquanto ainda estiver aqui.”

Ao longo da conversa, o ex-senador anunciou sua pretensão de disputar uma cadeira de deputado federal nas eleições de outubro e destacou que sempre enxergou a política como entrega e não como instrumento de autopromoção ou enriquecimento. Disse que nunca utilizou cargos para acumular patrimônio e que sua trajetória foi pautada pelo interesse coletivo. “A política é servir. Não é se apropriar da riqueza do povo, não é tirar vantagem pessoal. É uma entrega de si próprio à sociedade”, declarou.

Lando relembrou sua origem humilde, o tempo de trabalho na roça e a bolsa de estudos que conquistou ainda jovem ao escrever uma carta ao então presidente Juscelino Kubitschek. Para ele, a vida já lhe concedeu mais do que esperava. “Eu saí de onde saí e cheguei onde cheguei. Agora é hora de devolver, de dedicar o que me resta ao bem-estar da população.”

No campo político, o ex-ministro fez críticas à condução do país, afirmando que o Brasil perdeu um projeto estratégico de desenvolvimento. Segundo ele, o que se vê atualmente é apenas uma “gestão de caixa”, marcada por improvisos e ausência de obras estruturantes. “Não há projeto de Nação. Sem planejamento e sem visão de futuro, vamos continuar retrocedendo”, alertou. Para ele, programas sociais são importantes, mas não substituem um plano consistente de geração de emprego e renda em favor de todos.

Amir Lando também questionou o modelo de emendas parlamentares, que, em sua avaliação, pulverizam recursos e dificultam investimentos estruturantes. “A emenda é necessária, mas virou instrumento de barganha. O parlamentar não pode agir como mercador de emendas”, criticou.

Outro ponto abordado foi o alto custo do pedágio na BR-364. Ele classificou como excessivo o valor cobrado dos usuários e apontou silêncio das lideranças diante da situação. “O cidadão paga IPVA e ainda paga pedágio elevado para usar a rodovia. É preciso proteger o povo”, afirmou.

Ao analisar o momento institucional do país, o ex-senador afirmou que houve desvio no projeto democrático construído após a redemocratização. Para ele, a concentração de poder e a perda de compromisso ético enfraquecem as instituições. “O poder é perigoso. É preciso saber administrá-lo com responsabilidade. Justiça tem que ser igual para todos, sem viés político”, defendeu.

Questionado sobre a motivação para continuar na vida pública aos mais de 80 anos, Amir Lando foi direto: “Não volto por dinheiro. Nunca enriqueci na política. Volto porque devo à Nação e ao povo de Rondônia.” Ele afirmou que pretende contribuir com sua experiência, defendendo rigor ético, combate ao desperdício de recursos públicos e a construção de um país mais justo, progressista e desenvolvido.

A entrevista terminou com uma mensagem de esperança. “Nós precisamos preparar o amanhã. Sem projeto, sem esforço coletivo e sem compromisso verdadeiro com o interesse público, não haverá futuro. Ainda há tempo de reconstruir.”

A edição registrou audiência expressiva, marcada pela participação maciça de ouvintes e internautas.

CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI:


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