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    porto velho, domingo 15 de março de 2026

Aliados assumem cargos no governo de Rondônia de olho nas eleições de outubro

Obviamente o Governador está mexendo em outras áreas e também escolhendo nomes a dedo, da sua confiança pessoal, embora Expedito Júnior...


Sérgio Pires

Publicada em: 15/03/2026 11:06:34 - Atualizado

Pode-se utilizar quaisquer adjetivos, substantivos, analogias. Mas a verdade é que está iniciando, na reta final da administração Marcos Rocha, uma espécie de governo compartilhado. Ou seja, além de dar mais espaço aos seus novos companheiros do PSD, partido que comanda no Estado, Rocha está abrindo setores importantes na administração para indicados por seu candidato à própria sucessão, o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria. 

Obviamente o Governador está mexendo em outras áreas e também escolhendo nomes a dedo, da sua confiança pessoal, embora Expedito Júnior, um dos nomes mais importantes do PSD, garanta que todos os novos secretários “foram escolha pessoal do Governador e não indicação do PSD”.

Expedito pondera que para a Secretaria das Finanças, o Marcos Rocha escolheu um técnico da sua extrema confiança. Para a Educação, outro técnico, que já atuou no Ministério Público e Tribunal de Contas, entre outras missões, além de chefe de Gabinete do prefeito Netinho, de Guajará Mirim. É difícil imaginar que, nos dois casos, ambos os indicados não tenham assumido suas funções sem o aval do aliado Fúria e dos líderes pedessistas.

Para Expedito, o fato do renomado médico, o neurocirurgião Edilton Oliveira ser de Cacoal e amigo de Adailton Fúria, pode ser apenas uma coincidência. Edilton não é filiado ao PSD e isso é real. Mas dificilmente se pode imaginar que ele assumiria a gigantesca e problemática Secretaria da Saúde sem uma conversa entre o Governador e aquele que ele trabalha para sucedê-lo.

O que se deduz, contudo, é que, mesmo que a troca de comando realizada em três as principais secretarias não possam ainda ser chamadas de ampla reforma administrativa, elas atendem os interesses do Governo mas, certamente também, dos seus principais aliados. Seria ingenuidade qualquer outra análise.

Virão ainda outras mudanças, para asfaltar o caminho e com os olhos voltados para a eleição de outubro . Os aliados ao governo rondoniense – e aí se incluem nominatas para o Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa – certamente também terão voz ativa nas mudanças feitas ou as que estão a caminho.

A verdade é que, a menos de sete meses do primeiro turno da eleição deste ano, eleger aliados, parceiros, companheiros e amigos do peito faz parte de qualquer planos e ações de um governante. Mesmo como no caso de Marcos Rocha, que tem dito reiteradas vezes que não será candidato ao Senado. O Governador certamente enfrentará uma campanha muito dura vinda da oposição e de antigos aliados e, por isso também, está se preparando com uma nova estrutura política ao seu lado, para enfrentar o que vem por aí.

Na vida real, a campanha eleitoral de 2026 já está em plena vigência. Fala-se em pré-campanha, mas é apenas para cumprir a hipocrisia da legislação eleitoral. A verdade é que a caça ao voto já começou, com muita força. E isso que ainda faltam 203 dias para o primeiro turno.



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