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porto velho, quarta-feira 25 de março de 2026

PORTO VELHO - RO - O cenário político de Rondônia começa a ganhar novas linhas — e, com elas, novos protagonistas. Em meio à reorganização das forças e à busca por nomes competitivos para a sucessão estadual, o ex-senador e ex-ministro Amir Lando (MDB) lançou uma leitura que movimentou os bastidores: há espaço aberto para uma candidatura emergente ao governo.
Na avaliação do veterano, esse espaço pode ser ocupado pelo prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), que passa a ser citado com mais frequência nas rodas políticas como possível peça no jogo de 2026.
Com uma trajetória que atravessa Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados, Senado e Esplanada dos Ministérios, Lando sustenta que o estado vive um momento de fragilidade na formação de lideranças capazes de articular um projeto amplo. Para ele, esse vácuo político cria condições para o surgimento de um nome com perfil executivo e capacidade de condução.
É nesse ambiente que o prefeito da capital entra no campo de análise. Ainda no início de gestão, Léo Moraes tem, segundo Lando, demonstrado disposição para reorganizar a máquina pública e dar respostas mais rápidas a demandas históricas da cidade, o que acaba projetando sua imagem para além de Porto Velho.
O ex-ministro aponta como diferencial a capacidade de gestão e entrega de resultados, especialmente em áreas consideradas sensíveis pela população, como saúde, segurança, educação e geração de emprego. Para ele, esses eixos deveriam sustentar qualquer projeto consistente ao governo do estado.
A leitura é de que, mesmo em fase inicial, a administração municipal já emite sinais que chamam atenção no interior, alimentando especulações sobre um eventual salto político.
Sem tratar o tema como antecipação eleitoral, Lando pondera que o tempo político não segue o calendário formal. Em sua visão, oportunidades surgem e precisam ser reconhecidas por quem está preparado para avançar.
A mensagem, ainda que indireta, é clara: o nome de Léo Moraes passa a circular com mais peso no debate sucessório. E, no jogo silencioso da política, quando um nome entra na mesa, dificilmente volta ao anonimato.