• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, quarta-feira 25 de março de 2026

"Silêncio protege o agressor", afirma oficiala de Justiça Galdina Silva

Galdina destacou que Rondônia apresenta números preocupantes relacionados aos pedidos de medidas protetivas e afirmou que Porto Velho concentra mais de 3 mil medidas...


Redação

Publicada em: 25/03/2026 15:11:40 - Atualizado

Foto: Rondonoticias

PORTO VELHO, RO - Apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá, o programa A Voz do Povo desta quarta-feira (25/3) recebeu a oficiala de Justiça Galdina Silva, que fez um alerta sobre o avanço da violência contra a mulher em Rondônia e defendeu medidas mais duras para ampliar a proteção às vítimas. Durante a entrevista, ela afirmou que “o silêncio protege o agressor” e reforçou a importância da denúncia para interromper situações de abuso.

Ao tratar da realidade no estado, Galdina destacou que Rondônia apresenta números preocupantes relacionados aos pedidos de medidas protetivas e afirmou que Porto Velho concentra mais de 3 mil medidas ativas.

Segundo ela, esse cenário revela “a urgência de ampliar a estrutura de atendimento e fortalecer a rede de apoio” para garantir acolhimento adequado às mulheres em situação de risco.

Foto: Rondonoticias

A entrevistada também explicou que a violência costuma começar com controle, humilhações, ameaças e agressões psicológicas, antes de evoluir para ataques físicos mais graves. Na avaliação dela, muitas vítimas permanecem com o agressor por dependência emocional, financeira ou pela ausência de apoio. Em um dos trechos mais fortes da entrevista, afirmou que “não existe ser amigo de quem é violento” e orientou que a mulher interrompa a relação ao perceber os primeiros sinais.

Galdina relatou ainda os perigos enfrentados no exercício da profissão, principalmente em ocorrências envolvendo retirada de agressor do lar e cumprimento de medidas judiciais. 

Segundo ela, oficiais de Justiça convivem com ameaças frequentes e situações de extrema tensão durante diligências, destacando que “estamos expostos a todo tipo de violência” no dia a dia.

Ao longo da conversa, a oficiala também criticou a falta de estrutura pública para atender as vítimas em Rondônia. Ela citou a necessidade de mais delegacias especializadas, ampliação de abrigos e reforço no efetivo, além de acompanhamento mais próximo das mulheres protegidas por decisões judiciais. Para Galdina Silva, “é preciso mais proteção às mulheres”, com ações concretas para evitar novos casos de feminicídio.

ASSISTA AQUI A ENTREVISTA COMPLETA:


Fale conosco