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porto velho, quinta-feira 26 de março de 2026

PORTO VELHO, RO - O secretário da Sedam, Marco Antônio Lago, afirmou que o governo de Rondônia tem intensificado o uso de tecnologia e cruzamento de dados para fortalecer a fiscalização ambiental e reduzir falhas nas operações. Durante entrevista ao programa A Voz do Povo nesta quinta-feira (26/3), ele destacou que a atuação dos fiscais hoje é mais precisa e eficiente, com apoio de sistemas integrados e equipamentos modernos.
Segundo ele, o trabalho atual permite identificar com exatidão a situação das propriedades antes mesmo da abordagem. “Dados do INCRA, do CAR, do IDARON e da SEFIN são cruzados e o fiscal já sai com o maior número de informações possível”, explicou. Ele ressaltou ainda que o uso de drones tem sido fundamental nas ações de campo. “O fiscal chega próximo, levanta um drone e filma a área. Quando ele vai abordar, já tem todas as informações na mão”, disse.
O secretário também destacou investimentos em equipamentos e estrutura para melhorar as condições de trabalho das equipes. “Nós temos adquirido muitos equipamentos, drones e modernizado a secretaria. Isso evita erros, falsos alertas e melhora a qualidade do serviço prestado à população”, afirmou.
Sobre a regularização ambiental, Marco Antônio Lago explicou que o Cadastro Ambiental Rural segue como ferramenta essencial para organizar as propriedades. “O CAR funciona todos os dias e é obrigatório, independentemente de ter o documento da terra. Nós fazemos análise constante e realizamos mutirões em várias cidades”, pontuou.

Ele também alertou para os impactos ambientais causados por espécies invasoras, como os búfalos na região do Guaporé, destacando a complexidade das ações de controle. “É um animal muito forte, sem predador na Amazônia, que causa um desequilíbrio ecológico gigantesco. Precisamos de estudos técnicos para definir a melhor forma de atuação”, afirmou.
Ao final, o secretário reforçou que o maior desafio da pasta é conter invasões em unidades de conservação e manter o equilíbrio entre produção e preservação. “Hoje, grande parte do desmatamento está dentro de áreas protegidas. Precisamos agir com firmeza para proteger essas regiões e garantir desenvolvimento com responsabilidade”, concluiu.
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