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porto velho, quarta-feira 8 de abril de 2026

PORTO VELHO, RO - O jornalista e advogado Arimar Souza de Sá, com mais de 30 anos de atuação na comunicação, editor do site Rondonoticias e apresentador do tradicional programa A Voz do Povo, no ar há mais de 30 anos no rádio, fez uma grave denúncia nessa terça-feira (7), data em que é celebrado o Dia do Jornalista, contra o secretário de Comunicação do governo de Rondônia, Renan Fernandes, apontando o que classificou como censura e perseguição à imprensa.
Segundo Arimar, o titular da SECOM-RO estaria tentando interferir diretamente na linha editorial do programa, ao pressionar sobre quais nomes deveriam ser convidados para as entrevistas e ao condicionar a liberação de mídia institucional às decisões da produção.
“Querem pautar quem eu devo levar no programa e dizem que, se eu não levar fulano, não haverá mídia institucional”, afirmou o comunicador, em declaração que provocou forte repercussão.
De acordo com o jornalista, toda a situação teve início após a participação do vice-governador Sérgio Gonçalves no programa A Voz do Povo, episódio que, segundo ele, desencadeou a pressão por parte do secretário de Comunicação.
Arimar destacou que o caso é inédito em sua trajetória profissional. “Em mais de 30 anos apresentando o programa no rádio, nunca aconteceu isso antes como está acontecendo agora”, declarou.
Pela gravidade das acusações, a situação é apontada como uma possível forma de censura e perseguição contra a liberdade de imprensa, uma vez que a tentativa de influenciar a pauta jornalística e condicionar publicidade oficial à escolha de entrevistados pode configurar afronta direta aos princípios constitucionais.
A Constituição Federal, em seu artigo 220, estabelece que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação não sofrerão qualquer restrição, vedando expressamente toda forma de censura de natureza política, ideológica ou artística.
Durante a manifestação, Arimar também fez um apelo direto aos órgãos de controle e fiscalização, pedindo atenção do Ministério Público, Tribunal de Contas e demais instituições responsáveis pela defesa da legalidade e da liberdade de imprensa para que o caso seja apurado com rigor.
A denúncia ganhou repercussão justamente por ter sido tornada pública no Dia do Jornalista, trazendo novamente ao centro do debate a independência editorial dos veículos de comunicação e a defesa da liberdade de imprensa em Rondônia.