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    porto velho, sábado 11 de abril de 2026

Expedito Júnior pega na mão de Fúria e transfere força política após janela partidária

Sem alarde, sem palanque permanente, o ex-senador atua onde sempre foi mais forte — nos bastidores, onde se ganha eleição antes mesmo do primeiro voto...


Redação

Publicada em: 11/04/2026 11:07:22 - Atualizado

PORTO VELHO - RO - Após o fechamento da janela partidária, o cenário político de Rondônia deixa de ser especulação e passa a ser movimento real. As peças saem do discurso e ocupam o tabuleiro — e, nesse redesenho, a presença de Expedito Júnior não apenas aparece: impõe-se nas hostes do PSD.

Sem alarde, sem palanque permanente, o ex-senador atua onde sempre foi mais forte — nos bastidores, onde se ganha eleição antes mesmo do primeiro voto. Não é figura de improviso. É operador de cálculo. E agora, com a experiência de quem já moldou vitórias improváveis, direciona sua engenharia política para impulsionar a pré-candidatura de Adailton Fúria ao Governo de Rondônia pelo PSD.

Não se trata de apoio circunstancial. É transferência de capital político. É legado sendo entregue com método, com estratégia e com responsabilidade. Expedito não lança nomes — ele constrói viabilidade.

Sua trajetória é a prova disso. De Rolim de Moura ao Senado, percorreu cada degrau da política com precisão cirúrgica. Foi ele quem apostou quando poucos tiveram coragem: na eleição de Ivo Cassol ao Governo e, anos depois, na consolidação de Hildon Chaves em Porto Velho. Em ambos os casos, o mesmo roteiro — enxergar antes, agir antes, vencer antes.

Agora, o olhar se volta para Fúria. Um nome com base sólida no interior, especialmente em Cacoal, onde ele foi prefeito, mas que precisa a ser projetado para além das fronteiras regionais. Esse movimento não é fácil e deve ser espontâneo. É a estadualização tijolo por tijolo, que Júnior pretende imprimir, de quem conhece o peso de cada aliança.

Em Rondônia, muitos entram no jogo para ocupar espaço. Poucos entram para definir o rumo. Expedito Júnior segue entre esses poucos. E, ao mover suas peças, deixa evidente que a disputa de 2026 não será decidida apenas nos palanques — mas, como sempre, na inteligência de quem sabe jogar.


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