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porto velho, terça-feira 14 de abril de 2026

PORTO VELHO, RO - Apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá, o programa A Voz do Povo desta terça-feira (14/04) recebeu o professor Otacílio Moreira de Carvalho, que analisou os impactos de programas de renegociação de dívidas e das políticas de crédito no orçamento da população, levantando questionamentos sobre os custos sociais dessas medidas.
Durante a entrevista, o professor destacou que programas como o Desenrola e outras linhas de crédito facilitadas acabam tendo reflexos para toda a sociedade, especialmente quando contam com garantias públicas. Segundo ele, o uso do Fundo Garantidor de Operações (FGO) reduz os juros cobrados pelos bancos, mas transfere parte do risco para o poder público.

“O banco vai ter que dar um prazo maior e juros menores, porque o governo avaliza. Sendo avalizado, vai usar o FGO, que é o Fundo Garantidor das Operações. Se a pessoa não pagar, o governo paga com esse fundo, que é um fundo público. Então, quem acaba arcando com isso é a sociedade”, afirmou.
Otacílio também criticou a ausência de mecanismos que estimulem a educação financeira e impeçam o retorno ao endividamento. Para ele, medidas de renegociação precisam vir acompanhadas de políticas estruturadas que evitem a reincidência do problema.
“Cadê a educação financeira para esse cidadão não entrar novamente nessa situação? Não é uma política totalmente fechada. É uma política que tenta mostrar esforço, mas sem um ciclo completo”, pontuou.
Ao abordar a questão tributária e programas voltados a empresários inadimplentes, o professor comparou a lógica adotada pelo governo em parcelamentos fiscais com a necessidade de regras mais rígidas também para programas destinados às pessoas físicas.
“O devedor contumaz pode ter esse benefício por um período, mas depois perde a vantagem se continuar na mesma prática. Para programas como o Desenrola, deveria existir algo parecido”, destacou.
Na sequência do programa, a pauta avançou para os reflexos políticos e econômicos dessas medidas, ampliando o debate sobre endividamento, consumo e responsabilidade fiscal.
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