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porto velho, terça-feira 19 de maio de 2026

PORTO VELHO - RO - A corrida pelo Governo de Rondônia em 2026 segue marcada por incertezas e articulações de bastidores, mas dois personagens continuam sendo apontados como peças centrais para destravar o tabuleiro eleitoral: o ex-governador e ex-senador Ivo Cassol-PP e o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes-Podemos.
Mesmo sem serem candidatos declarados ao Palácio Rio Madeira, ambos são considerados cabos eleitorais de forte influência política e capazes de alterar significativamente os rumos da disputa estadual. O problema é justamente o silêncio estratégico dos dois líderes, que até agora evitam anunciar qualquer alinhamento público.
Nos bastidores, a demora nas definições já começa a provocar efeitos diretos nas movimentações dos pré-candidatos. Sem saber exatamente para onde irão Cassol e Léo, partidos, aliados e grupos políticos mantêm posições cautelosas, retardando composições mais robustas e alianças definitivas.
O cenário tem sido descrito por lideranças políticas como um jogo “catimbado”, travado pela indefinição dos dois caciques eleitorais. Há uma avaliação de que parte da disputa permanece congelada justamente porque ninguém deseja avançar sem conhecer os apoios que poderão desequilibrar a corrida.
As especulações seguem intensas. A tendência mais comentada nos bastidores aponta para um eventual apoio de Ivo Cassol ao ex-prefeito Adailton Fúria-PSD, enquanto Léo Moraes poderia caminhar politicamente ao lado do senador Marcos Rogério-PL. Até o momento, porém, nenhuma dessas possibilidades foi confirmada oficialmente.
Enquanto isso, o silêncio dos dois líderes amplia a tensão no ambiente político e mantém a sucessão estadual cercada de cálculos, cautela e expectativas.