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    porto velho, sexta-feira 14 de agosto de 2026

Adilson Honorato mira Câmara Federal e critica vantagem de quem já tem mandato

Segundo ele, anos de atuação no rádio, televisão, eventos, entretenimento e também no setor empresarial construíram sua relação com Rondônia, mas a candidatura abre...


Redação

Publicada em: 14/08/2026 14:14:55 - Atualizado

Foto - Rondonoticias

PORTO VELHO, RO - Apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá e conduzido excepcionalmente pelo comunicador e jornalista Ray Lavareda, que substitui temporariamente o titular durante sua viagem, o programa A Voz do Povo desta sexta-feira (14/08) recebeu Adilson Honorato (PSD), pré-candidato a deputado federal por Rondônia. Comunicador com longa trajetória no rádio e na televisão, ele falou sobre a entrada na disputa eleitoral, apresentou sua visão sobre o exercício de cargos públicos e criticou o que considera uma diferença de condições entre novos candidatos e parlamentares que buscam a reeleição.

Ao se apresentar ao eleitorado em uma nova condição, Honorato afirmou que sua trajetória profissional é conhecida por boa parte da população, mas reconheceu que sua visão política ainda precisa ser apresentada. Segundo ele, anos de atuação no rádio, televisão, eventos, entretenimento e também no setor empresarial construíram sua relação com Rondônia, mas a candidatura abre uma etapa diferente de exposição pública.

“Muita gente conhece o Adilson Honorato, do rádio, da televisão, dos eventos culturais, do show business, do entretenimento, da minha parte empreendedora também. Mas o Adilson Honorato, o que pensa sobre o contexto generalizado, muita gente não conhece”, declarou. Para o pré-candidato, o período eleitoral representa justamente a oportunidade de mostrar esse outro lado à população.

Foto - Rondonoticias

Um dos pontos mais contundentes da entrevista surgiu quando Honorato falou sobre a maneira como enxerga o exercício de um mandato. Para ele, ocupar uma função política não coloca o eleito acima da população. Pelo contrário, o detentor de mandato deve compreender que continua sendo um servidor público.

“O político, o servidor público, é um dos pontos que mais adiante é importante a gente falar sobre, porque políticos não estão se sentindo mais servidores públicos”, afirmou. Na sequência, reforçou que o tratamento dado às autoridades não pode ser confundido com soberania sobre o cidadão.

Honorato argumentou que a hierarquia institucional deve ser respeitada, mas sem criar uma relação de submissão da sociedade diante de quem ocupa cargos eletivos.

“O termo autoridade vem de uma diplomacia que a gente precisa entender a hierarquia do processo como um todo, mas isso não significa que ele é soberano, ou que ele é algo que nos coloque como submisso. Ele é um servidor público, independente do cargo que ele ocupa”, declarou.

A entrevista também evidenciou uma das críticas que Honorato pretende levar para o debate eleitoral: a diferença entre as condições enfrentadas por quem chega à disputa e aquelas disponíveis aos políticos que já exercem mandato.

Por causa das regras eleitorais, o comunicador relatou que precisou deixar suas atividades no rádio e na televisão para entrar na disputa. Na avaliação dele, enquanto profissionais da comunicação precisam se afastar de sua exposição habitual, deputados candidatos à reeleição permanecem exercendo seus mandatos durante o processo eleitoral.

“Eu tenho que parar de ser o comunicador. Mas o deputado que vai a uma reeleição, ele continua sendo deputado, ganhando o nosso recurso e fazendo campanha, e até de forma muito desleal”, criticou. Honorato classificou essa situação como uma das questões que o indignam no atual modelo político.

A candidatura pelo PSD representa uma mudança significativa na trajetória do comunicador. Honorato afirmou que sua entrada na política surgiu de maneira semelhante ao início de sua carreira na comunicação: estimulada por pessoas próximas e construída sem que inicialmente tivesse planejado seguir aquele caminho.

Ao recordar o começo no rádio, disse que iniciou a atividade de forma autodidata e comparou aquele momento à atual decisão de disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. “A comunicação foi algo que surgiu na minha vida, e da forma com que a política também está surgindo. É a melhor maneira. Indicado pelas pessoas, sugerido pelas pessoas”, afirmou.

Honorato também utilizou a entrevista para apresentar sua história pessoal como parte da construção de sua identidade política. Nascido em Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul, ele chegou ainda criança a Rondônia e passou inicialmente por Colorado do Oeste. Aos 48 anos, afirmou possuir forte sentimento de pertencimento ao estado onde construiu praticamente toda a sua trajetória profissional.

Antes de chegar à comunicação, relatou uma infância marcada pela necessidade de trabalhar para ajudar no orçamento familiar. Contou que vendeu picolé, trabalhou como engraxate, capinou terrenos, foi ajudante de marceneiro, vendedor e ajudante de mecânico. Posteriormente, encontrou no rádio o caminho que definiria sua carreira profissional.

Foi a partir dessa experiência que Honorato construiu uma trajetória por diferentes regiões de Rondônia. Depois de iniciar no rádio em Colorado do Oeste, passou por Presidente Médici e trabalhou em emissoras com atuação em municípios como Ji-Paraná, Rolim de Moura e Ouro Preto do Oeste.

Agora, ao trocar temporariamente os microfones pela disputa eleitoral, o pré-candidato busca transformar o reconhecimento conquistado na comunicação em capital político para tentar uma das vagas de Rondônia na Câmara Federal. Durante a entrevista, deixou claro que pretende usar a campanha para ampliar o conhecimento do eleitor sobre suas posições e defender uma relação diferente entre representantes eleitos e população.

A crítica aos privilégios percebidos na disputa eleitoral e a defesa de que políticos voltem a se enxergar como servidores públicos aparecem, neste início de caminhada, como pontos centrais do discurso de Adilson Honorato na tentativa de chegar a Brasília.

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