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porto velho, quarta-feira 19 de agosto de 2026

PORTO VELHO – RO – Os indicadores de violência colocam Porto Velho em posição preocupante no cenário nacional. Segundo os dados citados do Atlas da Violência 2026, a capital de Rondônia ocupa a quarta colocação entre as dez capitais brasileiras com as maiores taxas de violência consideradas no levantamento.
Os números apresentados têm como referência a proporção de ocorrências para cada grupo de 100 mil habitantes. Salvador aparece no topo do ranking, com taxa de 66,4, seguida por Macapá, com 55,8, e Manaus, com 55,7. Porto Velho surge logo depois, registrando índice de 47,6 por 100 mil habitantes.
A posição da capital rondoniense chama ainda mais atenção quando comparada à do Rio de Janeiro, cidade historicamente associada aos problemas de segurança pública. No levantamento citado, a capital fluminense aparece apenas na 19ª posição, com taxa de 21,3 por 100 mil habitantes — menos da metade do índice atribuído a Porto Velho.
O cenário acende um alerta para as autoridades de Rondônia. Os dados indicam que o enfrentamento à criminalidade precisa ultrapassar ações pontuais e ganhar espaço permanente na formulação das políticas públicas, com planejamento, prevenção, inteligência e reforço das estruturas de segurança.
Embora a segurança pública seja atribuição prioritária do Governo do Estado, a dimensão do problema exige também participação da Assembleia Legislativa, da Prefeitura de Porto Velho e da Câmara Municipal, especialmente em políticas preventivas relacionadas à iluminação pública, urbanização, assistência social, educação, juventude e recuperação de áreas vulneráveis.
Mais do que uma posição desconfortável em um ranking nacional, os números representam um sinal de alerta. Estar entre as capitais com índices tão elevados exige respostas concretas e uma revisão das estratégias adotadas até agora. Para Porto Velho, o desafio não é apenas melhorar sua colocação nas estatísticas, mas devolver à população uma maior sensação de segurança e, sobretudo, reduzir efetivamente a violência.