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    porto velho, quarta-feira 16 de setembro de 2026

Candidatos defendem maior equilíbrio nos recursos eleitorais dentro da nominata

A legenda trabalha com o objetivo de ampliar sua representação federal por Rondônia...


Redação

Publicada em: 16/09/2026 09:26:04 - Atualizado

imagem - divulgação - CBN - Ribeirão Preto

PORTO VELHO - RO - A distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) passou a provocar questionamentos entre integrantes da nominata do PSD à Câmara Federal em Rondônia. O principal ponto levantado por alguns candidatos é a diferença entre os valores destinados às campanhas e a defesa de uma divisão considerada mais equilibrada entre os concorrentes da própria legenda.

Os repasses apresentam variações significativas. Enquanto algumas candidaturas receberam valores que chegam a R$ 1,5 milhão, outras tiveram repasses de R$ 100 mil. Dados das receitas eleitorais indicam que Joliane Fúria recebeu R$ 1,5 milhão; Jaqueline Cassol, R$ 1 milhão; Pastor Evanildo, R$ 800 mil; Luiz Cláudio, R$ 600 mil; enquanto Adilson Honorato, Daniel Pitbull, Fernando Vilas e Júnior Lopes Becão receberam R$ 100 mil cada.

A diferença passou a ser discutida internamente porque os recursos do fundo são considerados importantes para custear estrutura, propaganda, deslocamentos e demais despesas de campanha. Entre os que receberam as menores parcelas, a reivindicação é de que a distribuição pudesse assegurar condições mais próximas de competitividade dentro da nominata.

Na terça-feira (16), o jornalista Adilson Honorato anunciou a decisão de solicitar à Justiça Eleitoral a retirada de sua candidatura, alegando falta do apoio partidário que esperava para conduzir sua campanha. Nos registros consultados, Honorato aparece com repasse de R$ 100 mil proveniente da direção nacional do PSD.

Júnior Lopes Becão, também contemplado com R$ 100 mil, manifestou publicamente insatisfação com os critérios adotados para a distribuição dos recursos, colocando o tema em debate entre os integrantes da chapa.

A discussão não está relacionada apenas ao valor recebido individualmente, mas à busca por maior equilíbrio entre candidatos que concorrem ao mesmo cargo pela legenda. A avaliação apresentada pelos insatisfeitos é de que diferenças expressivas no financiamento podem resultar em estruturas de campanha bastante distintas.

Daniel Pitbull também aparece entre os candidatos contemplados com R$ 100 mil. Até o momento, porém, permanece na disputa, e qualquer eventual decisão sobre sua candidatura dependerá de manifestação do próprio candidato.

Apesar das reclamações, o PSD segue com sua nominata na disputa pelas vagas à Câmara Federal. O desafio da direção partidária passa agora por administrar os questionamentos internos e explicar os critérios utilizados na divisão dos recursos, preservando a unidade da chapa na reta decisiva da campanha.

A legenda trabalha com o objetivo de ampliar sua representação federal por Rondônia. Nesse cenário, o debate sobre o Fundão passou a ocupar espaço dentro do próprio partido, com candidatos defendendo uma distribuição mais equânime como forma de garantir condições de campanha menos desiguais.


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