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    porto velho, quarta-feira 7 de outubro de 2026

Urnas apagam desgaste do passado e Mosquini alcança votação histórica

O resultado eleitoral indica que um dos episódios mais delicados da trajetória política de Mosquini perdeu peso na memória do eleitor...


Redação

Publicada em: 07/10/2026 10:23:06 - Atualizado

imagem - divulgação

PORTO VELHO - RO - Doze anos depois de ter o nome envolvido em uma investigação que resultou em sua prisão, Lúcio Mosquini (PL) saiu das urnas de 2026 como o deputado federal mais votado de Rondônia. Foram 158.421 votos, equivalentes a 16,93% dos votos válidos para o cargo no estado.

O resultado eleitoral indica que um dos episódios mais delicados da trajetória política de Mosquini perdeu peso na memória — ou, pelo menos, na decisão — de uma parcela expressiva do eleitorado rondoniense.

Em 2014, logo após conquistar seu primeiro mandato para a Câmara dos Deputados, Mosquini chegou a ser preso por decisão da Justiça de Rondônia no curso de uma investigação relacionada ao período em que comandava o Departamento de Estradas de Rodagem de Rondônia (DER-RO). Na época, ele foi acusado de participação em um esquema de direcionamento de licitações para favorecer determinadas empresas.

Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal determinou sua soltura diante da discussão sobre a competência para condução do caso, já que Mosquini havia sido eleito deputado federal. O episódio acompanhou durante anos sua biografia política, mas não impediu sua consolidação eleitoral.

Há ainda um ponto fundamental: a acusação inicial não resultou em condenação. Conforme o histórico apresentado no processo, a Justiça de Rondônia concluiu, em 2024, pela insuficiência de provas, entendendo que as irregularidades apontadas inicialmente não foram comprovadas durante a instrução.

Nas urnas de outubro de 2026, qualquer desgaste político provocado pelo caso mostrou-se insuficiente para conter Mosquini. O parlamentar não apenas garantiu novo mandato como abriu enorme distância dos demais concorrentes. O segundo colocado, Coronel Chrisóstomo (PL), obteve 51.487 votos — menos de um terço da votação alcançada por Mosquini.

O desempenho foi tão expressivo que Mosquini, sozinho, recebeu mais votos que o segundo, o terceiro e o quarto candidatos mais votados somados.
A eleição deixa uma constatação política: o episódio que há pouco mais de uma década poderia representar um pesado passivo eleitoral já não parece ocupar posição central na avaliação de seus eleitores. Entre lembranças de uma investigação que terminou sem condenação e a força de sua atuação política, prevaleceu o voto.

Mosquini retorna, assim, à Câmara dos Deputados respaldado pela maior votação para o cargo em Rondônia em 2026, mostrando que, nas urnas, seu passado judicial ficou muito distante de representar um obstáculo à continuidade de sua carreira política.


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