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porto velho, sábado 10 de janeiro de 2026

A inflação oficial nacional, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), registrou 0,33% em dezembro e encerrou 2025 em 4,26%, valor dentro da meta do governo. Esse é o menor resultado desde 2018, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), a meta para a inflação para 2025 foi de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior era 1,5%, e o superior, 4,5%.
O resultado representou uma desaceleração importante em relação aos 4,83% registrados em 2024, evidenciando uma estabilização dos preços ao longo dos últimos doze meses.
No que diz respeito aos índices regionais, Vitória (ES) foi a capital com maior variação do índice no ano passado, marcando 4,99%. O valor foi influenciado, principalmente, pelas altas da energia elétrica residencial (17,48%) e do plano de saúde (6,33%).
O menor resultado, por sua vez, ocorreu em Campo Grande (MS), que acumulou 3,14%, com destaque das quedas do arroz (-31,01%), das frutas (-10,83%) e das carnes (-2,94%).
Quatro grupos foram responsáveis por aproximadamente 64% do impacto total da inflação no ano:
Habitação (6,79%): Foi o maior impacto individual (1,02 p.p.), impulsionado principalmente pela energia elétrica residencial, que saltou 12,31% devido à alternância de bandeiras tarifárias e reajustes locais.
Educação (6,22%): Refletiu os reajustes anuais de mensalidades em cursos regulares.
Despesas Pessoais (5,87%): Puxado por serviços como cabeleireiro e empregados domésticos.
Saúde e Cuidados Pessoais (5,59%): Influenciado pela alta dos planos de saúde e medicamentos.
O grupo Alimentação e Bebidas registrou queda significativa no IPCA entre 2024 e 2025, passando de 7,69% para 2,95%. Itens essenciais como o arroz (-26,56%) e o leite longa vida (-12,87%) tiveram quedas expressivas, ajudando a segurar o índice geral.
O INPC, focado em famílias que ganham de 1 a 5 salários mínimos, encerrou 2025 em 3,90%, também abaixo do registrado no ano anterior (4,77%). Para esse público, a queda nos preços dos alimentos foi ainda mais sensível, garantindo um encerramento de ano com maior preservação do poder de compra básico.
Em dezembro a inflação registrou alta de 0,33%, impulsionada, principalmente, pelo setor de Transportes (0,74%) que, por sua vez, foi pressionado pelas passagens aéreas no período de festas de fim de ano. Em contrapartida, o grupo Habitação foi o único a cair (-0,33%), beneficiado pela mudança da bandeira tarifária de energia elétrica, o que reduziu o custo da conta de luz em no último mês do ano.