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porto velho, terça-feira 24 de março de 2026

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 222,117 bilhões em fevereiro, informou a Receita Federal nesta terça-feira (24). O valor superou a mediana das projeções do mercado, estimada em R$ 219 bilhões.
As previsões variavam entre R$ 210 bilhões e R$ 226,6 bilhões. Em janeiro, o total alcançou R$ 325,751 bilhões.
Na comparação com fevereiro de 2025, houve crescimento real de 5,68%, após ajuste pela inflação. Segundo a Receita, trata-se do melhor resultado para meses de fevereiro desde 2011.
O desempenho teve impulso do aumento na arrecadação de PIS/Pasep e Cofins, com avanço de 8,45% e total de R$ 47,676 bilhões. O resultado acompanha a alta de 1,14% nas vendas do comércio e de 3,34% no setor de serviços entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025, além da recuperação no segmento de combustíveis.
A Receita Previdenciária atingiu R$ 60,528 bilhões, com crescimento real de 5,68%. O avanço reflete aumento de 3,89% na massa salarial e de 7,98% na arrecadação do Simples Nacional voltada à previdência.
O IOF somou R$ 8,696 bilhões, com alta real de 35,73%. O resultado tem relação com operações de crédito e câmbio, especialmente saídas de moeda estrangeira, além de mudanças legais adotadas em junho de 2025.
No fim do ano passado, o Congresso aprovou medidas com impacto na arrecadação, como aumento de alíquotas sobre fintechs, apostas online e juros sobre capital próprio, além de redução de benefícios fiscais.
No caso da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a cobrança sobre fintechs seguirá modelo gradual: passa de 9% para 12% até 2027 e chega a 15% a partir de 2028. Bancos pagam 20%, enquanto instituições financeiras não bancárias costumam ter carga efetiva maior devido à rentabilidade.
No primeiro bimestre de 2026, a arrecadação totalizou R$ 547,869 bilhões, com crescimento real de 4,41% frente ao mesmo período de 2025. Segundo a Receita, é o melhor resultado desde 2011.
O avanço no período teve apoio da Receita Previdenciária, com R$ 124,432 bilhões e alta real de 5,58%.
PIS/Pasep e Cofins somaram R$ 104,073 bilhões, com crescimento de 6,19%. O desempenho acompanha aumento de 1,99% nas vendas e de 3,49% nos serviços na comparação entre o fim de 2025 e o início de 2026.
O Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital alcançou R$ 26,385 bilhões, com alta real de 26,45%. O resultado reflete avanço na arrecadação sobre aplicações de renda fixa e juros sobre capital próprio.