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    porto velho, quarta-feira 13 de maio de 2026

Transporte por app, passagens aéreas e chocolate são os vilões da inflação em 12 meses

Índice de preços acumula alta de 2,60% no primeiro quadrimestre e de 4,39% nos últimos 12 meses, segundo dados do IBGE


R7

Publicada em: 12/05/2026 10:40:31 - Atualizado

BRASIL: Apesar de a inflação oficial do país desacelerar 0,67% em abril, essa foi a maior taxa para o período desde 2022. O indicador acumula alta de 2,60% no primeiro quadrimestre deste ano e de 4,39% nos últimos 12 meses.

Os dados mais recentes do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mostram que o transporte por aplicativo, as passagens aéreas e o chocolate lideraram as altas dos últimos 12 meses e puxaram os resultados para cima de forma persistente.

O transporte por aplicativo teve a maior elevação entre os itens monitorados, com alta de 28,51%. As passagens aéreas, que sofrem impactos devido à alta do petróleo — em decorrência da guerra no Oriente Médio —, avançaram 23,23% no período. Enquanto os chocolates tiveram aumento de 22%.

Alimentos como a cenoura (54,9%), pepino (43,3%), batata-doce (31,83%) e feijão-carioca (29,09%) foram os itens que lideraram o ranking das maiores altas. As carnes, item de grande peso na alimentação do brasileiro, acumularam avanço de 7,45%.

Joias, jogos de azar e videogames também aparecem entre os principais vilões, com altas de 26,1%, 15,17% e 11,68%, respectivamente.

Outros produtos também tiveram reajustes relevantes. O café solúvel encareceu 11,33%, acompanhando o avanço do cafezinho. Em contrapartida, o café moído teve uma queda de 5,99%.

Inflação em abril

A inflação oficial do país, verificada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), desacelerou em abril e fechou o mês em 0,67%. O resultado foi puxado, principalmente, pela alta dos alimentos e do grupo saúde e cuidados pessoais, que juntos representam 67% do resultado do mês.

Em relação aos alimentos, assim como no mês de março, o grupo também foi responsável pela pressão na inflação. Segundo o instituto, em abril, eles tiveram a maior variação e impacto, de 1,34% e 0,29 ponto percentual, respectivamente.

Os maiores impactos foram nos preços da cenoura (26,63%), leite longa vida (13,66%), cebola (11,76%), tomate (6,13%) e das carnes (1,59%).

Enquanto no grupo saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 1,16% e o impacto de 0,16 ponto percentual no índice do mês. Neste caso, os destaques foram para os produtos farmacêuticos (1,77%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e os artigos de higiene pessoal (1,57%), com destaque para o perfume (1,94%).




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