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    porto velho, quinta-feira 20 de agosto de 2026

Ex-diretor da CAERD vira candidato e esquece das ruas destruídas na capital

Ele chamou atenção em um vídeo onde “fiscaliza” uma obra...


Redação

Publicada em: 20/08/2026 10:23:14 - Atualizado

PORTO VELHO-RO: Diretor técnico e operacional da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (CAERD) por quatro anos consecutivos e recentemente secretário na gestão Marcos Rocha, Lauro Fernandes virou candidato a deputado estadual e decidiu cobrar a Prefeitura de Porto Velho por obras de pavimentação na cidade.

Em um vídeo de campanha, ele questiona uma intervenção urbana realizada na Estrada dos Periquitos. A postura, porém, chama atenção pelo fato de que a própria CAERD, inclusive durante o período em que Lauro esteve à frente da diretoria técnica e operacional, acumulou reclamações relacionadas a cortes no asfalto e abertura de buracos em diversas vias da capital.

Ao longo dos anos, intervenções realizadas pela companhia provocaram transtornos a motoristas e moradores, especialmente quando o pavimento era cortado para a execução de serviços e a recuperação da via não ocorria na mesma velocidade. O problema chegou a atingir ruas que haviam recebido pavimentação recentemente.

A situação se tornou tão recorrente que a gestão do prefeito Léo Moraes apresentou uma lei municipal estabelecendo a obrigação de recuperação das vias danificadas por intervenções da CAERD.

Mesmo diante desse histórico, Lauro Fernandes agora aparece em vídeo cobrando a Prefeitura justamente por intervenções e qualidade das obras de pavimentação.

A cobrança ao poder público é legítima, mas também levanta uma pergunta incômoda: se a CAERD passou anos abrindo valas e deixando marcas no asfalto da capital, por que o candidato não aproveita o momento para explicar o que foi feito — ou deixou de ser feito — pela companhia durante o período em que ocupou um dos principais cargos técnicos da empresa?

No discurso eleitoral, Lauro tenta assumir o papel de fiscal das obras. O problema é que a memória das ruas de Porto Velho pode ser bem mais longa do que a memória curta da campanha.


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