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    porto velho, domingo 6 de setembro de 2026

Nomes de peso acirram batalha pelas duas vagas de Rondônia no Senado

Sem segundo turno, corrida reúne nomes com forte presença eleitoral em Porto Velho e no interior; os dois candidatos mais votados garantirão mandatos de oito anos...


Redação

Publicada em: 06/09/2026 09:44:03 - Atualizado

Foto: Reprodução

RONDÔNIA - A disputa pelas duas vagas de Rondônia no Senado promete ser uma das mais competitivas das eleições de 2026. Dez candidatos concorrem às cadeiras atualmente ocupadas por Confúcio Moura (MDB) e Marcos Rogério (PL), que não disputarão a reeleição para o cargo.

Marcos Rogério deixou a tentativa de renovação do mandato para concorrer ao Governo de Rondônia. Já Confúcio Moura caminha para encerrar uma trajetória política que inclui mandatos de prefeito, deputado federal, governador e senador.

Diferentemente da eleição para governador e presidente, a disputa pelo Senado não possui segundo turno. Como Rondônia renovará duas das três cadeiras neste ano, cada eleitor poderá escolher dois candidatos, e os dois mais votados no estado serão eleitos para mandatos de oito anos.

Porto Velho concentra candidaturas competitivas

O peso eleitoral de Porto Velho coloca a capital no centro das estratégias. Entre os nomes com base eleitoral no município estão Mariana Carvalho (Republicanos) e o deputado federal Fernando Máximo.

Mariana disputou a Prefeitura de Porto Velho em 2024. Ela terminou o primeiro turno na liderança, com 44,53% dos votos válidos, contra 25,65% de Léo Moraes (Podemos), mas foi derrotada no segundo turno, quando Moraes alcançou 56,18%, contra 43,82%.

Fernando Máximo, por sua vez, chegou à Câmara dos Deputados como o candidato a deputado federal mais votado de Rondônia em 2022, com 85.596 votos. Mais de 45 mil deles foram conquistados em Porto Velho.

Com os dois candidatos disputando parte importante do mesmo eleitorado, ampliar a presença nos principais municípios do interior passa a ser uma estratégia importante na corrida pelas duas vagas.

Ji-Paraná também entra no centro da disputa

No interior, Ji-Paraná concentra outros nomes com histórico eleitoral relevante. Entre eles estão a deputada federal Sílvia Cristina, o ex-senador Acir Gurgacz (PDT) e Bruno “Bolsonaro” Scheid (PL).

Sílvia Cristina foi a segunda candidata a deputada federal mais votada de Rondônia em 2022, com 64.941 votos. Ex-vereadora de Ji-Paraná, construiu parte de sua atuação política principalmente em pautas relacionadas à saúde e ao enfrentamento ao câncer.

Acir Gurgacz, por sua vez, já exerceu mandato no Senado e foi prefeito de Ji-Paraná, além de presidir o PDT em Rondônia.

Bruno Scheid também busca uma das cadeiras e aparece entre os nomes que ganharam espaço na disputa eleitoral após o início oficial da campanha.

Luciana Oliveira aposta na força do PT

A jornalista Luciana Oliveira, candidata pelo PT, também aparece entre os nomes apontados como competitivos na corrida ao Senado.

A candidatura aposta, entre outros fatores, na capacidade de mobilização do eleitorado partidário. Com duas escolhas disponíveis para senador, entretanto, a distribuição do segundo voto pode ter influência importante no resultado final.

Capital e interior viram campos decisivos

O cenário coloca Porto Velho e os principais municípios do interior como áreas estratégicas para praticamente todas as candidaturas.

Enquanto candidatos com maior presença na capital precisam avançar em cidades como Ariquemes, Cacoal, Vilhena, Rolim de Moura e Jaru, os nomes com bases eleitorais no interior também precisam conquistar espaço em Porto Velho e seus distritos.

Com dez candidatos disputando apenas duas cadeiras, a capacidade de ultrapassar as próprias bases eleitorais pode ser determinante para definir os próximos representantes de Rondônia no Senado.

Eleitor terá seis votos

Outro desafio das eleições de 4 de outubro será orientar o eleitor sobre a sequência de votação. Neste ano, cada eleitor deverá realizar seis escolhas na urna: deputado estadual, deputado federal, dois senadores, governador e presidente da República.

A disputa ocorre ainda em um cenário de preocupação com a abstenção. Em 2022, 20,9% dos eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno. Nas eleições municipais de 2024, a abstenção em Rondônia chegou a 26,88%, representando mais de 327 mil eleitores.

Com duas vagas abertas, dez candidaturas e diferentes bases eleitorais disputando espaço entre capital e interior, a corrida pelo Senado entra na reta decisiva sem segundo turno: os dois nomes que acumularem mais votos em todo o estado ficarão com as cadeiras.


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