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porto velho, domingo 29 de março de 2026

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro apreendeu, na noite de sexta-feira, 27, US$ 40 mil em cédulas falsas em posse de Bia Miranda, de 21 anos. A autoridade também confiscou joias e um carro na casa da influenciadora. A personalidade da mídia, que também já participou de A Fazenda, é investigada por promover jogos ilegais.
Procurada pelo Terra, a corporação informou que agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na casa de Bia Miranda e que a ação faz parte da segunda fase da Operação Desfortuna, conduzida pela DCOC-LD (Delegacia de Combate ao Crime Organizado, à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro).
Em depoimento na delegacia, a influenciadora e ex-participante de A Fazenda afirmou que usava o dinheiro cenográfico para promover plataformas de apostas online e para atrair seguidores para seus perfis nas redes sociais.
O novo pedido de busca e apreensão ocorreu devido à continuidade da divulgação de apostas ilegais por Bia Miranda. Com a informação, a polícia solicitou novas medidas à Justiça para viabilizar a operação de sexta-feira, 27.
Em resposta à repercussão do caso, a defesa de Bia Miranda emitiu um comunicado. Confira na íntegra:
Os advogados Mayara Rodriguez, Graziella Salti, Marco Antonio Pereira Marques e Felipe Passos, constituídos pela influenciadora digital Bia Miranda, vêm, por meio da presente nota, esclarecer os fatos recentemente divulgados acerca do cumprimento de mandado de busca e apreensão no âmbito de investigação que apura a atuação de influenciadores digitais em campanhas publicitárias relacionadas a plataformas online.
Inicialmente, é imprescindível esclarecer que a medida de busca e apreensão constitui procedimento investigativo previsto na legislação brasileira, não significando reconhecimento de culpa, tampouco podendo ser interpretada como conclusão acerca da existência de qualquer prática ilícita.
A influenciadora Bia Miranda jamais foi condenada por qualquer crime, possuindo histórico pessoal construído de forma legítima no ambiente digital, motivo pelo qual causa estranheza a divulgação de informações parciais e descontextualizadas que induzem a opinião pública a conclusões precipitadas.
A defesa esclarece que a utilização de itens cenográficos e materiais de produção audiovisual é prática absolutamente comum no meio publicitário e digital, sendo amplamente empregada em campanhas de marketing, vídeos promocionais e conteúdos destinados à divulgação de marcas e produtos, não configurando, por si só, qualquer irregularidade ou conduta criminosa.
Esses materiais não possuem valor real e não são utilizados para circulação, sendo facilmente identificáveis como objetos de cena. Inclusive, algumas dessas cédulas apresentavam imagens completamente incompatíveis com moedas oficiais, como figuras ilustrativas e até mesmo a representação de um casal, o que demonstra claramente que não se tratam de dólares verdadeiros, nem de imitações aptas a enganar.