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    porto velho, sábado 30 de maio de 2026

Polícia indicia Deolane Bezerra e Marcola após operação contra o PCC em São Paulo

Decisão aconteceu após a conclusão da primeira etapa de análise dos materiais apreendidos durante a Operação Vérnix, deflagrada no último dia 21 de maio


cnn

Publicada em: 29/05/2026 16:33:29 - Atualizado


A Polícia Civil de São Paulo indiciou Deolane Bezerra, Marcola, líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), e outras cinco pessoas por suspeita de envolvimento em organização criminosa e lavagem de capitais. A decisão é resultado de um relatório complementar das investigações enviado à Justiça.

Segundo a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), o indiciamento acontece após a conclusão da primeira etapa de análise dos materiais apreendidos na Operação Vérnix, deflagrada pela polícia Civil e pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo), no último dia 21 de maio.

Após a análise dos materiais, os investigadores também pediram a ampliação do bloqueio de bens, o sequestro de veículos e a custódia judicial de joias e relógios apreendidos durante a ação, além do compartilhamento de informações com a Polícia Federal após a identificação de indícios relacionados a possíveis crimes tributários.

De acordo com as investigações, o grupo continuava em atividade no momento da operação e estaria promovendo a reestruturação de empresas supostamente utilizadas para ocultar patrimônio e recursos financeiros.

O caso segue sendo investigado e, segundo a secretaria, "não estão descartadas novas medidas judiciais e a identificação de outros envolvidos no esquema".

Entenda a investigação

A Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo), prendeu Deolane no dia 21, após a identificação de sua participação nas ações criminosas.

A investigação começou em 2019 dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista, que identificou atuações de lavagem de dinheiro coordenadas pelo PCC.

Agentes da Polícia Penal apreenderam bilhetes e manuscritos no interior da penitenciária, que estavam com dois presos. Os conteúdos dos materiais revelaram algumas dinâmicas internas da facção, como atuação de lideranças encarceradas e possíveis ataques contra agentes públicos.

Deolane mantinha vínculos pessoais e negociais com membros do PCC e um dos gestores fantasmas da transportadora Lopes Lemos Transportadora Ltda, de nome fantasma "Lado a lado", também investigada.



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