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    porto velho, sábado 15 de junho de 2024

Corinthians vê Cássio irredutível sobre saída e negocia condições para rescisão

Goleiro recusa proposta de renovação contratual e pede para sair; destino deve ser o Cruzeiro


GE

Publicada em: 15/05/2024 17:12:24 - Atualizado

A era Cássio está mesmo chegando ao fim no Corinthians. Nesta quarta-feira, o goleiro teve uma conversa com o presidente do clube, Augusto Melo, e reforçou o desejo de sair. A diretoria alvinegra tentou convencê-lo a permanecer, mas o jogador se mostra irredutível.

Cássio tem proposta do Cruzeiro para um contrato de três anos e quer uma liberação imediata do Corinthians. A janela de transferências abre apenas em julho, mas o goleiro se vê sem clima para permanecer.

Diante desse cenário, o Corinthians agora discute as condições para a rescisão do contrato do jogador, que vai até dezembro. Uma nova reunião com os agentes do atleta deve acontecer nesta tarde.

Eventual despedida do goleiro e possíveis homenagens a ele ainda não entraram em pauta nas conversas.

Cássio reforçou que a intenção de sair não tem relação com aspectos financeiros ou contratuais.

Ele foi reserva nas últimas seis partidas do Corinthians, mas antes disso já vinha dando sinais de esgotamento.

– Se eu estiver atrapalhando o Corinthians, se não estiver agradando... Para mim está muito difícil também. Tudo de errado que acontece no Corinthians sobra para mim. O time leva gol e a culpa é do Cássio. Toma um gol de pênalti e a culpa é do Cássio – desabafou o goleiro, há três semanas.

Como líder do elenco, Cássio acaba sendo uma espécie de escudo para os demais atletas em momentos críticos - o que tem sido rotina nas últimas temporadas. Com a saída de outros líderes recentes, como Gil e Renato Augusto, ele passou a ser ainda mais exigido em 2024.

Atualmente com 36 anos, o goleiro pensa em jogar mais três ou quatro temporadas e acredita que o fim da relação com o Corinthians será o melhor para ele e para o clube. Na opinião de Cássio, a presença dele na reserva gera uma pressão extra sobre Carlos Miguel. Ele entende que "empurrar" tal situação até dezembro geraria ainda mais desgaste.


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