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    porto velho, sexta-feira 19 de julho de 2024

Líder de extrema direita critica Mbappé por fala sobre eleição na França nas redes sociais

Craque da seleção francesa pediu aos jovens que votem contra os "extremos"


Redação

Publicada em: 18/06/2024 17:46:58 - Atualizado

Jordan Bardella, líder de extrema direita francês, criticou nesta terça-feira (18) Kylian Mbappé após o jogador fazer um apelo aos jovens para que votem contra os “extremos” na eleição parlamentar deste mês no país.

“Tenho muito respeito por nossos jogadores de futebol, seja Marcus Thuram ou Kylian Mbappé, que são ícones do futebol e ícones da juventude. Mas devemos respeitar os franceses, devemos respeitar o voto de todos“, disse Bardella à CNews TV.

“Quando você tem a sorte de ter um salário muito, muito grande, quando você é um multimilionário… então eu fico um pouco envergonhado de ver esses atletas… darem aulas para pessoas que não conseguem mais pagar as contas, que não se sentem mais seguras, que não têm a chance de viver em bairros superprotegidos por agentes de segurança”, adicionou.

Mbappé, que é muito popular na França, afirmou no domingo (16) que “os extremos estão batendo às portas do poder”, durante uma coletiva de imprensa na véspera da partida de abertura da seleção francesa na Eurocopa 2024.

O atacante Marcus Thuram já havia pedido para as pessoas “lutarem diariamente” a fim de impedir que o partido Reunião Nacional (RN), de Bardella e Marine Le Pen, chegue ao poder.

Mbappé não citou o nome do RN, mas disse que apoia os mesmos valores e posições de Thuram.

“Kylian Mbappé é contra visões extremas e contra ideias que dividem as pessoas. Quero ter orgulho de representar a França, não quero representar um país que não corresponde aos meus valores, ou aos nossos valores”, destacou o jogador.

O partido de Bardella tem sua primeira chance real de conquistar o poder na próxima eleição, que acontecerá de 30 de junho e 7 de julho.

As pesquisas de opinião têm colocado o RN consistentemente em primeiro lugar desde a decisão do presidente Emmanuel Macron de dissolver o Parlamento neste mês.


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