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porto velho, terça-feira 13 de janeiro de 2026

A segunda-feira (12) foi de oficialização do recomeço do Flamengo, após um ano repleto de conquistas. O elenco principal se reapresentou no Ninho do Urubu para iniciar os trabalhos desta temporada. O dia também contou com coletiva de Fernando Sassaki, chefe do Departamento Médico do clube, e Diogo Linhares, preparador físico da comissão de Filipe Luís. Eles não pouparam palavras para criticar o horário da Supercopa Rei.
O rubro-negro enfrenta o Corinthians, no 1º de fevereiro, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. A CBF marcou a final para 16h, o que gerou revolta aos profissionais de fisiologia. Sassaki afirmou que não se sente confortável com fato dos jogadores precisarem atuar em temperaturas que podem chegar aos 35 graus, na capital. E ainda reforçou que a sensação térmica e maior que no Rio, pelo clima seco:
"Isso diminui as métricas, isso vai favorecer a fadiga, e consequentemente as lesões, as lesões musculares e até mesmo as lesões articulares. O jogador passa a perder alguns efeitos protetivos, que com a fadiga isso diminui. Então, pelo nosso departamento, a gente realmente fica bem incomodado com o jogo nesse horário, e sendo em Brasília eu acho que é pior ainda."
Diogo Linhares utilizou do espaço para esclarecer mais em relação ao planejamento dos trabalhos físicos pensados para 2026, ano que contará com pausa nas competições por conta da Copa do Mundo — entre junho e julho. Ele revelou que o "calendário atípico" gerou a necessidade de uma programação específica para os atletas já na última semana de férias. Ainda sim, não deixou de acompanhar as reclamações do médico em relação a Supercopa
“O horário da partida (final da Supercopa) é ruim. No sol, calor, às 16h, em Brasília, influencia direto no desempenho da equipe. Já foram feitos vários estudos, isso tem uma influência direta no jogo”, disse o preparador físico.