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porto velho, sexta-feira 6 de fevereiro de 2026

Tite recém completou um mês à frente do Cruzeiro, na última quarta-feira (4). Ainda assim, já se encontra em situação complicada de sair dentro do clube: de muita insatisfação da torcida. Ele foi alvo de muitos protestos na derrota de 2 a 1 para o Coritiba, na quinta (5), no Mineirão, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.
O futebol brasileiro já é reconhecido por ser uma "máquina de moer" técnicos, há algum tempo. Apesar de ainda ter pouco tempo na Toca da Raposa, o ex-comandante da Seleção — entre 2016 e 2022 — já se vê numa necessidade de se provar para os torcedores. Afinal, precisa reconquistar a confiança dos mesmos.
O Cabuloso teve uma atuação de opostos: no primeiro tempo só faltou ser mais letal para sair com a vitória parcial, enquanto no segundo não conseguiu encontrar soluções para furar a defesa adversária. Os pedidos de demissão do treinador e as vaias ao apito final, ambos etoados das arquibancadas, deram a tona de um resultado negativo inesperado, e que agrava a pressão em cima do elenco e, principalmente, comissão técnica.
Diante de um estádio dominado pela revolta, Fabrício Bruno criticou a falta de letalidade do time. O zagueiro afirma que, apesar do mau início de temporada, o ambiente é "o melhor possível", e saiu em defesa da continuidade de Tite:
"Temos plena confiança no trabalho do professor. É claro que é uma metodologia diferente do que a vinhamos praticando no ano passado e, por mais que torcedor não tenha essa convicção, as coisas o futebol demandam tempo: para gente começar a pegar o jeito e começar a performar."
O momento, apesar de ainda precoce, pede instinto de urgência de todos os envolvidos com futebol do Cabuloso. E o vestiário do pós-jogo parece ter pegado fogo. Não à toa, os jogadores demoraram mais que o habitual para ir à zona mista, assim como Tite para coletiva.
No caminho dos jogadores para deixar o estádio, Kaio Jorge revelou que houve uma conversa dura depois do apito final. O comandante da Raposa confirmou a informação do atacante, e revelou que teve participação de diversos personagens fortes do clube — incluindo o presidente Pedrinho.
"Nós conversamos, sim. O Pedrinho conversou conosco. O Júnior conversou. O Bruno conversou com a gente. Eu conversei com os atletas. E dessa vez foi o Pedrinho. Tem certas coisas que elas são de vestiário. Nesta área sagrada e nós temos que saber absorver essas situações pela grandeza do clube e pela necessidade de desempenho e resultados", disse o técnico.