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    quarta-feira 16 de junho de 2021

Nunes assume e pede para Tite e seleção disputarem a Copa América

Presidente interino assumirá no lugar de Caboclo.


r7

Publicada em: 07/06/2021 10:01:09 - Atualizado

Manter Tite como treinador da seleção. Pedir aos jogadores que colaborarem com o país.

E homenageiem a população, que já sofreu e sofre, com a pandemia, com mais de 473 mil mortos, disputando e ganhando a Copa América.

Pedir para os atletas, não mandar.

Podem até atuar sob protesto.

Mas que entrem em campo, domingo, contra a Venezuela, no Mané Garrincha, abrindo a competição sul-americana.

Acalmar diretores, apavorados com a ameaça de demissão.

Ou seja, pacificar a CBF, depois do vexatório afastamento de Rogério Caboclo da presidência, acusado por assédios sexual e moral de uma funcionária.

Essa é a missão de Antônio Carlos Nunes, o vice-presidente mais velho da CBF. Mas amparado pelo secretário-geral Walter Feldman, que o acompanhará e o aconselhará 24 horas, todos os dias que estiver interinamente na entidade.

Nunes é ex-oficial da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Polícia Militar do Pará. Daí o apelido de 'Coronel Nunes'.

Foi prefeito biônico, escolhido pela Ditadura Militar, entre 1977 e 1980. Comandou a cidade de Monte Alegre, no Pará, sem a necessidade de eleição.

Participa do comando do futebol paraense há décadas.

Na CBF jamais teve voz efetiva.

É a segunda vez que assume interinamente a presidência da CBF. A primeira foi, entre 2017 e 2019, quando Marco Polo del Nero esteve afastado do cargo, para responder acusações de corrupção da Fifa.

A única intervenção importante de Nunes foi caótica. No dia 13 de junho de 2018, houve uma convenção da Fifa em Moscou. O motivo era a escolha do país que seria a sede da Copa de 2026. Toda a América do Sul havia combinado votar nos Estados Unidos, Canadá e México, em candidatura tripla. Nunes decidiu, 'de forma própria', votar em Marrocos. O dirigente acreditava que o voto seria secreto. Não sabia que cada voto seria revelado.

Foi um caos para acalmar os dirigentes dos países vizinhos que haviam combinado o voto com Marco Polo.

Nunes se tornou vice-presidente graças a Marco Polo, em 2015, em uma manobra para travar o então vice Delfin Peixoto. Como o estatuto previa que o vice mais velho assumiria a CBF, em caso de impedimento do presidente, Del Nero colocou Nunes, três anos mais velho que Delfin, seu inimigo político. Delfin morreria no acidente com o avião que transportava a Chapecoense, em 2016.

Nunes segue muito ligado a Del Nero.

Desta vez, Feldman monitorá todos os passos de Nunes.


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