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porto velho, sexta-feira 29 de agosto de 2025
PORTO VELHO-RO: O programa "A Voz do Povo", apresentado pelo advogado e jornalista Arimar Souza de Sá, na Rádio Caiari, 103,1, de segunda a sexta, ao meio dia, recebeu na quinta-feira (8), o advogado e ativista político Caetano Neto.
Neto abriu sua fala comentando sobre o período carnavalesco e lembrou com saudosismo do carnaval do passado. Se declarando um 'carnavalesco assíduo', o operador do direito destacou que antigamente esta era uma festa sadia e não contaminada como é hoje em dia.
O advogado lamentou que a festividade, que marca o início das atividades político administrativa do ano, se tornou uma "indústria financeira, mais voltada ao capitalismo e a arrecadação, perdendo com isso a essência de um carnaval mais vibrante. sadio e sem violência".
"Hoje os blocos têm somente o interesse de arrecadar com venda de abadás caríssimos, sem a preocupação com segurança dos brincantes e a limpeza pública. Vejo que o carnaval precisa ter uma regulamentação, pois antigamente era uma festa sadia e hoje, se tornou perigoso para o folião", considerou Caetano Neto.
O advogado também salientou, no entanto, que a 'Festa de Momo' também é uma oportunidade para os vendedores ambulantes "ganharem um dinheirinho extra vendendo água, salgado, pipoca, cerveja, entre outros", auxiliando na distribuição de renda entre todos.
SEGURANÇA NA FOLIA:
Sobre a segurança durante o desfile dos blocos, Neto ressaltou a necessidade de uma tratativa dos organizadores com o poder público, exemplificando a contratação de determinada quantidade de seguranças para garantir que os foliões possam cair na folia de forma tranquila e sem incidentes.
"Estamos com problema de carência de policiais militares ostensivos nas ruas, pois não os temos em quantidades suficiente para suprir a demanda, e os 'totens' que foram instalados pela cidade, que não tem garantido o auxílio eficiente a segurança e muito menos a elucidação de crimes, a exemplo do caso do incêndio da estátua da loja Havan", há três meses, sem nenhuma solução, declarou Caetano Neto.
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