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    porto velho, sexta-feira 29 de agosto de 2025

"O Carnaval virou uma indústria financeira", afirma Advogado Caetano Neto

Caetano Neto comentou sobre os períodos de antiguidade do Carnaval, em que sempre fez questão de participar...


Redação

Publicada em: 09/02/2024 08:45:34 - Atualizado

PORTO VELHO-RO: O programa "A Voz do Povo", apresentado pelo advogado e jornalista Arimar Souza de Sá, na Rádio Caiari, 103,1, de segunda a sexta, ao meio dia, recebeu na quinta-feira (8), o advogado e ativista político Caetano Neto.

Neto abriu sua fala comentando sobre o período carnavalesco e lembrou com saudosismo do carnaval do passado. Se declarando um 'carnavalesco assíduo', o operador do direito destacou que antigamente esta era uma festa sadia e não contaminada como é hoje em dia.

O advogado lamentou que a festividade, que marca o início das atividades político administrativa do ano, se tornou uma "indústria financeira, mais voltada ao capitalismo e a arrecadação, perdendo com isso a essência de um carnaval mais vibrante. sadio e sem violência".

"Hoje os blocos têm somente o interesse de arrecadar com venda de abadás caríssimos, sem a preocupação com segurança dos brincantes e a limpeza pública. Vejo que o carnaval precisa ter uma regulamentação, pois antigamente era uma festa sadia e hoje, se tornou perigoso para o folião", considerou Caetano Neto.

O advogado também salientou, no entanto, que a 'Festa de Momo'  também é uma oportunidade para os vendedores ambulantes "ganharem  um dinheirinho extra vendendo água, salgado, pipoca, cerveja, entre outros", auxiliando na distribuição de renda entre todos.

SEGURANÇA NA FOLIA:

Sobre a segurança durante o desfile dos blocos, Neto ressaltou a necessidade de uma tratativa dos organizadores com o poder público, exemplificando a contratação de determinada quantidade de seguranças para garantir que os foliões possam cair na folia de forma tranquila e sem incidentes.

"Estamos com problema de carência de policiais militares ostensivos nas ruas, pois não os temos em quantidades suficiente para suprir a demanda, e os 'totens' que foram instalados pela cidade, que não tem garantido o auxílio eficiente a segurança e muito menos a elucidação de crimes, a exemplo do caso do incêndio da estátua da loja Havan",  há três meses, sem nenhuma solução, declarou Caetano Neto.

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