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porto velho, domingo 12 de abril de 2026

RONDÔNIA - Uma paciente de Rondônia denunciou ter ficado com o rosto paralisado após passar por um procedimento cirúrgico facial realizado em um hospital particular de Ribeirão Preto. Segundo o relato, a cirurgia foi feita em julho de 2025 para a retirada de dois nódulos na face, mas, no dia seguinte, ela percebeu a perda dos movimentos faciais.
Em desabafo, a mulher afirmou que o procedimento lhe causou uma sequela permanente. Após o caso, ela precisou ser submetida a duas cirurgias de reconstrução facial. Apesar de apresentar melhora, lamentou que o rosto não voltará a ser como antes e disse que o objetivo da denúncia é alertar outras pessoas para que não passem pela mesma situação.
Outro paciente também denunciou complicações após procedimento realizado pela mesma profissional. O projetista Evandro Sabatski registrou boletim de ocorrência relatando que passou por uma cirurgia facial em novembro de 2025 e, poucos dias depois, desenvolveu uma infecção grave, sendo submetido a uma cirurgia de emergência em outro hospital. Segundo ele, durante o segundo procedimento foi constatada a realização de uma bichectomia sem seu conhecimento.
A cirurgiã-dentista Priscilla Janaína Bovo, especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, é alvo de ao menos três denúncias de pacientes que relatam sequelas após procedimentos estéticos e cirúrgicos.
A defesa da profissional informou ter recebido as acusações com surpresa e indignação, destacando que a dentista possui cerca de 30 anos de formação e, segundo o advogado, não havia registros anteriores de processos ou reclamações formais.
A Polícia Civil do Estado de São Paulo apura o caso, enquanto o Ministério Público do Estado de São Paulo confirmou a solicitação de instauração de inquérito policial para investigar as denúncias. O hospital onde os procedimentos foram realizados informou que abriu apuração interna e afirmou seguir protocolos técnicos e de segurança.
O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo declarou que todas as denúncias recebidas são analisadas dentro dos trâmites legais e administrativos, podendo resultar em processo ético-disciplinar, que corre sob sigilo.