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    porto velho, segunda-feira 25 de maio de 2026

Mais de 300 búfalos invasores são abatidos durante operação dentro de reservas ambientais

A medida faz parte de um projeto piloto que busca definir os métodos mais eficientes e seguros para a erradicação da espécie na região...


Redação

Publicada em: 25/05/2026 16:59:33 - Atualizado

Foto: Reprodução

RONDÔNIA - O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) concluiu a primeira etapa de uma operação experimental para o abate de búfalos invasores em áreas protegidas de Rondônia. Mais de 300 animais já foram eliminados durante a ação realizada em reservas ambientais no oeste do estado.

A medida faz parte de um projeto piloto que busca definir os métodos mais eficientes e seguros para a erradicação da espécie na região. A expectativa é que pelo menos 500 búfalos sejam abatidos até o fim deste ano, o equivalente a cerca de 10% do rebanho estimado nas unidades de conservação.

As operações ocorreram na Reserva Biológica do Guaporé, Reserva Extrativista Pedras Negras e Reserva de Fauna Pau D’Óleo, áreas consideradas de proteção máxima ambiental e localizadas em uma região de encontro entre Amazônia, Pantanal e Cerrado.

Segundo o ICMBio, os búfalos representam uma ameaça crescente à biodiversidade local. Sem predadores naturais no Brasil, os animais se reproduzem sem controle e causam destruição da vegetação nativa, alteração de áreas alagadas e risco de extinção de espécies da fauna e flora da região.

O abate foi realizado por controladores de fauna especializados, utilizando rifles em operações terrestres, aquáticas e aéreas. O objetivo da pesquisa é avaliar comportamento dos animais, capacidade operacional diária e dificuldades logísticas enfrentadas nas áreas isoladas da floresta.

As primeiras fases da operação começaram em março, mas chegaram a ser suspensas pela Justiça Federal. Os trabalhos foram retomados no último dia 18 de maio após nova decisão judicial reconhecer o caráter científico da ação e a necessidade de elaboração de um plano definitivo de erradicação.

O caso também é alvo de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal, que cobra do ICMBio e do Governo de Rondônia medidas efetivas para controle dos búfalos selvagens invasores.

De acordo com pesquisadores envolvidos no projeto, a retirada dos animais vivos é considerada inviável devido ao difícil acesso da região e à ausência de estrutura logística. Além disso, os búfalos cresceram sem qualquer controle sanitário, impedindo o aproveitamento da carne.

Uma nova etapa da operação deve ocorrer durante o período de seca, entre agosto e setembro.


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