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porto velho, sexta-feira 28 de agosto de 2026

PORTO VELHO-RO: O mês de agosto vem deixando um rastro de sangue na BR-364. Somente dentro do território de Rondônia, 15 pessoas morreram em acidentes registrados ao longo da rodovia. Desse total, dez óbitos aconteceram em trechos que pertencem à área de concessão da empresa Nova 364.
Logo no início do mês, cinco pessoas morreram após um carro colidir contra uma carreta bitrem e capotar. O acidente aconteceu na região da Ponta do Abunã, no sentido Rondônia-Acre.
No dia 17 de agosto, uma colisão envolvendo três caminhões de carga provocou um incêndio de grandes proporções. Os veículos pegaram fogo e três pessoas morreram carbonizadas.
Já no dia 22 de agosto, um motociclista de 48 anos morreu após colidir contra a proteção divisória da pista, nas proximidades do posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no sentido Candeias do Jamari.
Também no dia 22, um idoso de 87 anos morreu depois que o triciclo que conduzia foi atingido por uma caminhonete, no perímetro urbano.
E, na última quinta-feira (27), uma caminhonete da Secretaria Municipal de Saúde de Governador Jorge Teixeira colidiu de frente com uma carreta. O acidente deixou cinco pessoas mortas.
A sequência de acidentes vem provocando indignação entre os rondonienses e reacendendo a cobrança por melhorias na BR-364. A população recebeu, durante o processo de concessão, a expectativa de avanços na infraestrutura e duplicação da rodovia, mas também passou a conviver com sete pontos de pedágio ao longo do trecho concedido.
A eventual responsabilização da concessionária, no entanto, depende das circunstâncias de cada acidente. Conforme as obrigações previstas no contrato de concessão, podem ser analisadas situações relacionadas à falta ou deficiência de sinalização, defeitos na rodovia, objetos ou obstáculos na pista e eventual demora no atendimento aos usuários.
Problemas estruturais antigos, por outro lado, exigem uma análise técnica específica. Caso a causa de um acidente esteja relacionada às condições da pista, será necessário verificar se havia obrigação contratual de intervenção naquele ponto, se houve falha de manutenção ou sinalização e se existia relação direta entre eventual deficiência da rodovia e a morte registrada.
A perícia técnica e a investigação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) deverão apontar as causas de cada acidente e ajudar a esclarecer se houve falha humana, problema mecânico, condições da pista, sinalização inadequada ou outros fatores que possam ter contribuído para as tragédias.