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porto velho, sexta-feira 11 de setembro de 2026

PORTO VELHO-RO: As agências da Caixa Econômica Federal em Rondônia entraram em greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10). A paralisação faz parte do movimento nacional dos empregados do banco e ocorre após a categoria rejeitar as propostas apresentadas para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Segundo o Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO), 33 das 34 agências da Caixa existentes no estado estão fechadas. A mobilização também conta com concentração de trabalhadores na agência Madeira-Mamoré, no Centro de Porto Velho.
O principal ponto de discordância entre os funcionários e a direção da Caixa está relacionado ao plano de saúde. De acordo com o sindicato, os trabalhadores consideram elevados os custos atualmente cobrados dos empregados e de seus dependentes e reivindicam mudanças nas condições de custeio.
A presidente do SEEB-RO, Ivone Colombo, afirmou que as negociações vêm sendo realizadas há mais de dois meses, mas não houve avanços considerados suficientes pela categoria. O sindicato também aponta problemas como falta de funcionários e excesso de trabalho, que estariam contribuindo para o aumento da demanda por atendimento médico entre os empregados.
A decisão pela greve foi tomada após assembleias realizadas nos dias 3 e 4 de setembro. Em Rondônia, 84,9% dos participantes rejeitaram as propostas apresentadas para o ACT específico da Caixa. Na votação, 56% dos empregados optaram pela paralisação por tempo indeterminado.
A greve ocorre em todo o país e poderá afetar principalmente o atendimento presencial nas agências. Serviços digitais, como pagamentos, transferências e Pix, continuam disponíveis.
A Caixa orienta os clientes a utilizarem o aplicativo CAIXA, Internet Banking, WhatsApp CAIXA, CAIXA Tem, atendimento telefônico, caixas eletrônicos, casas lotéricas, correspondentes CAIXA Aqui e rede Banco24Horas durante o período de paralisação.
A paralisação segue por tempo indeterminado enquanto trabalhadores e instituição tentam avançar nas negociações.