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porto velho, sexta-feira 11 de setembro de 2026

PORTO VELHO - RO - A Operação Dreno, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (9), caiu como uma bomba no colo da campanha de Marcos Rogério ao Governo de Rondônia. No centro do episódio está o prefeito de Nova Mamoré, Marcélio Brasileiro, coordenador-geral da campanha do candidato e alvo das investigações.
A reação do PL, porém, ficou longe de responder às questões que naturalmente surgiram após a operação. Em uma nota essencialmente técnica, o partido falou sobre os procedimentos de prestação de contas, mas não esclareceu se coloca a mão no fogo pela regularidade da atuação dos correligionários investigados por supostas irregularidades envolvendo recursos do fundo eleitoral nas eleições de 2024.
“A contratação de escritório de contabilidade para a elaboração da prestação de contas de campanha é procedimento comum, previsto e exigido pela legislação eleitoral. Eventual questionamento sobre a execução desses serviços pertence à relação entre contratante e contratado e deverá ser tratado nos autos”, afirmou o partido.
A resposta não encerrou o assunto. Pelo contrário. Abriu um enorme espaço para que os adversários de Rogério explorem politicamente o episódio durante a campanha.
Marcos Rogério, que preferiu não se aprofundar sobre o caso após a divulgação da operação, terá agora de lidar com uma situação incômoda: um dos homens mais próximos de sua candidatura está no radar de uma investigação da Polícia Federal justamente em um assunto extremamente sensível para qualquer campanha eleitoral — dinheiro e prestação de contas.
E o histórico de Marcélio torna o episódio ainda mais explosivo.
Em 2024, durante as eleições municipais, o prefeito de Nova Mamoré foi preso em flagrante pela Polícia Federal sob acusação de portar R$ 30 mil em espécie que não haviam sido declarados à Justiça Eleitoral.
Agora, dois anos depois, o mesmo personagem aparece novamente no centro de uma investigação da PF e, desta vez, ocupando uma posição estratégica dentro da campanha de um candidato que tenta chegar ao comando do Estado.
Politicamente, o problema é evidente. Ainda que as investigações precisem apontar responsabilidades e não exista condenação pelo caso, a oposição ganhou uma munição poderosa para questionar o discurso de lisura defendido por Rogério.
A campanha que tenta se apresentar como referência de firmeza e correção terá agora de explicar por que seu coordenador-geral está sendo investigado pela Polícia Federal.
E a pergunta que fica é simples: até onde essa operação pode contaminar a candidatura de Marcos Rogério?
A resposta poderá começar a aparecer nos próximos debates, quando os adversários certamente terão a oportunidade de cobrar explicações diretamente do candidato.