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porto velho, sexta-feira 24 de abril de 2026
As Forças Armadas russas acusam os EUA de apoiar rebeldes sírios a forjar a autoria de um ataque químico em Damasco para desacreditar o regime de seu aliado, o ditador Bashar al-Assad, enquanto o governo em Moscou responde às acusações de que envenenou um ex-espião no Reino Unido.
Ambos os movimentos são alinhados e, embora o Kremlin ainda não diga isso com todas as letras, sugerem que Moscou acusa o Ocidente de tentar prejudicar a imagem do presidente Vladimir Putin às vésperas da eleição que deverá reconduzi-lo ao cargo no domingo (18).
No caso sírio, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Vasili Gerasimov, afirmou nesta terça (13) que haverá "resposta" se forças russas forem atingidas em um ataque de foguetes americanos contra distritos de Damasco sob controle das tropas de Assad. Esse ataque seria coordenado com rebeldes sírios em uma armação. Gerasimov disse que pode haver o uso de armas químicas por parte dos rebeldes, que procuram incriminar o governo de Assad, e os EUA então fariam uma retaliação.